Promotoria denuncia quatro pessoas por tortura de idosos e pessoas com deficiência na Bahia

O Ministério Público da Bahia denunciou quatro investigados por crimes de extorsão, associação criminosa, tortura, sequestro e cárcere privados de idosos e pessoas com deficiência no Centro de Recuperação Projeto de Instituição Evangelizar (Centro de Recuperação IDE), em Feira de Santana. Eles também são acusados de maus-tratos e redução à condição análoga à de escravidão.

Segundo a denúncia, João Tavares da Silva, responsável pelo Centro Terapêutico Projeto IDE, e Phillipe Brito da Silva, coordenador do espaço e filho de Tavares, ‘constrangeram duas vítimas, mediante grave ameaça, a contraírem empréstimos e a sacarem benefícios previdenciários para eles’.

A reportagem do Estadão busca contato com a defesa.

Segundo o MP, os acusados João Tavares, Phillipe Brito e Thiago Brito da Silva, no dia 29 de maio, ‘submeteram um interno, com emprego de violência, a intenso sofrimento físico, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo, resultando em lesões corporais de natureza grave’.

Uma vítima teve de ser encaminhada ao Hospital Geral Clériston Andrade, ‘onde se encontra internado na Unidade de Cuidados Intensivos’.

João Tavares, e seus filhos Phillipe e Thiago Brito, e ainda Bárbara Conceição Magalhães dos Santos, secretária e nora de João, foram presos em flagrante, no dia 4 deste mês, durante uma operação conjunta realizada pelo MP, com apoio das polícias Civil e Militar, no Centro de Recuperação IDE.

"O local era clandestino e funcionava sem alvará sanitário", afirma a Promotoria.

A operação cumpriu uma decisão Judicial que atendeu pedido do MP para interditar o local, onde foi constatada a prática de maus-tratos. A decisão judicial determinou o fechamento da instituição, após o encaminhamento dos pacientes para suas famílias ou para outros centros.

Estão presos os denunciados João Tavares, Phillipe Brito e Thiago Brito. Consta ainda na denúncia que, no dia da operação do MP, os eles também foram presos em flagrante porque, ‘agindo conjuntamente, privaram de sua liberdade, por meio de cárcere privado, durante mais de quinze dias, quatro pessoas, praticando crimes de maus-tratos e grave sofrimento físico e moral’.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem do Estadão busca contato com a defesa dos quatro acusados pela Promotoria. O espaço está aberto.