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25/03/2007 - 10h15

Falta civilidade no trânsito de SP, mostra enquete

As situações são cotidianas. Carros trafegando pela pista exclusiva de ônibus, fechando o cruzamento ou sobre a faixa de pedestres. É preciso cuidado, porque há os que atravessam o sinal vermelho. Fazem manobras bruscas, colocando em risco motoqueiros, que abrem caminho com o pé no retrovisor alheio. E por aí vai. É no trânsito e nos estacionamentos de São Paulo que mais falta civilidade, segundo 57% dos 1.927 internautas que responderam a uma enquete do Estado, entre terça e sexta-feira.

O transporte público aparece em segundo lugar, com 20% dos votos, graças à lotação de trens, ônibus e metrô, de motoristas que não param no ponto e de espertinhos que ocupam assentos reservados a idosos, gestantes e deficientes. Para 83% dos internautas, falta civilidade - destes, 42% disseram ser vítima disso diariamente.

De nada adiantam leis. "Atravessava na faixa de pedestre com meu filho de 7 meses no carrinho, quando um carro passou no farol vermelho e quase nos atropelou", diz o economista Cassio Franco Ribeiro, de 33 anos. A socióloga Alessandra Olivato, autora de tese sobre espaço público e civilidade na metrópole paulista, diz que a raiz do problema está na falta de entendimento do que é público, onde todos têm direitos iguais, e privado, onde prevalece a lógica particular. "No Brasil, é histórico o uso de privilégios em benefício privado." Ela entrevistou 54 motoristas de ônibus, lotação, táxi e carros, motoboys e pedestres. "Todos relataram razões particulares, como pressa ou stress, que julgavam dar-lhes direito de cometer as faltas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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