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16/05/2007 - 08h23

Poluição do Rio Tietê piorou em 2006, revela Cetesb

São Paulo - O Rio Tietê, o principal de São Paulo, ficou ainda mais poluído em 2006. Detergentes fizeram aumentar a concentração de substâncias tóxicas, como fósforo e amônia, nas águas. Também há mais esgoto sem tratamento e sujeira sólida, apesar do investimento de US$ 400 milhões feito pelo governo paulista em três estações de tratamento, com apoio internacional. Quem afirma é a própria Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), em relatório divulgado ontem sobre a qualidade das águas no Estado.

Além do aumento da poluição, ocorreu regressão em indicadores que haviam apresentado melhora nos últimos anos. O nível de oxigênio voltou aos patamares críticos da década de 90. Durante boa parte do ano, permaneceu em 0 miligrama por litro no trecho que corta a capital - o que leva alguns ambientalistas a classificarem o Tietê como rio morto na região. Em 2005, a Cetesb registrara no trecho paulistano 0,5 miligrama de oxigênio por litro, número 16 vezes menor que o necessário para que o rio voltasse a ter peixes.

Para o presidente da Cetesb, Fernando Rei, as prefeituras da Grande São Paulo são as culpadas pelo aumento da poluição, porque não fizeram a sua parte, o tratamento de esgoto. "Todo o trabalho que foi feito no Tietê pelo Estado foi para o aprofundamento da calha e para evitar enchentes", diz. Segundo ele, o esgoto não tratado vem principalmente de Guarulhos e cidades que estão na cabeceira do rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE

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