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12/06/2007 - 16h42

Dólar comercial fecha em alta, mas moeda cai na BM&F

São Paulo - A moeda norte-americana fechou em direções divergentes em relação ao real nos dois mercados em que é negociada em São Paulo. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar à vista terminou o dia em baixa de 0,09%, a R$ 1,9387, apesar das mudanças nas regras cambiais anunciadas pelo governo na sexta-feira e das medidas tomadas pela Fazenda hoje para beneficiar setores mais afetados pela valorização do real. O fluxo cambial positivo e a queda do risco Brasil favoreceram o recuo. Por volta das 16h30, o risco Brasil cedia 3 pontos, a 143 pontos-base.

Já o dólar comercial, negociado no mercado interbancário, que fecha meia hora mais tarde que o pregão da BM&F, subiu 0,28%, para R$ 1,946. A valorização foi reforçada pelo leilão de compra da moeda pelo Banco Central, pouco antes das 16 horas. O maior impulso, contudo, foi dado pela aceleração da alta das taxas de juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), que refletem preocupações dos investidores com a inflação global e possível elevação das taxas de juros em vários países. Também pesaram sobre a moeda americana as expectativas sobre os indicadores de atividade econômica e inflação dos EUA que serão divulgados a partir de amanhã.

Por volta das 16h30, em Nova York, o juro do título americano com vencimento em 10 anos estava em 5,26105% ao ano, em alta de 2,02%, já acima da taxa básica de juros do país (Fed Funds), de 5,25% ao ano. A preocupação com a inflação norte-americana e em vários países pode justificar novos aumentos das taxas de juros pelos banco centrais e isso está dando sustentação à demanda por títulos do Tesouro norte-americano, cujos preços caem e as taxas sobem. O aumento acima do esperado, de 3,4%, do índice de preços ao consumidor (CPI) em maio na China, por exemplo, realimentou temores de uma potencial onda de aumento das taxas básicas de juros pelo mundo - ou pelo menos entre algumas economias.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou medidas para estimular setores prejudicados pela valorização do real ante ao dólar, que vão desde linhas de crédito a isenção de impostos.

A primeira medida anunciada foi na área de crédito, com o Programa Revitaliza. Ele consiste na criação de três linhas especiais de financiamento com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e equalização de taxas de juros pelo Tesouro Nacional. As linhas vão contemplar capital de giro, investimento e exportação (pré-embarque). O valor total das linhas é de R$ 3 bilhões. Serão beneficiadas pela medida as empresas dos setores de calçados, artefatos de couro, têxtil, confecções e móveis, com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Silvana Rocha

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