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15/06/2007 - 16h10

Com cenário favorável externo, juro futuro fecha em baixa

São Paulo - O dia foi de recuperação em todos os mercados, graças aos bons indicadores econômicos norte-americanos divulgados. Os juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), refletindo o aumento de apetite dos investidores, entre eles estrangeiros, devolveram boa parte do prêmio que vinham carregando, em um pregão de expressivo volume de negócios. O

contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 foi o mais negociado hoje fechou em baixa a 10,47% ao ano, ante 10,53% do dia anterior. Já o DI para janeiro de 2010 encerrou a 10,32% ao ano (10,41% ontem).

O índice de preços ao consumidor (CPI) de maio teve alta de 0,7% nos Estados Unidos, acima do previsto (0,6%). Mas o núcleo do indicador, que exclui os preços de energia e alimentos, veio mais fraco do que o esperado, com elevação de 0,1%, ante estimativas de 0,2% em maio. Também agradou o índice de atividade industrial regional Empire State do Fed de Nova York, que disparou de 8,03 em maio para 25,75 em junho, superando amplamente a projeção de avanço do índice para 10 no mês.

Analistas discutem se a trégua verificada hoje no exterior indica uma tendência, ou se a volatilidade prosseguirá. Segundo apurou a Agência Estado, há uma ala no mercado que aposta que o pior do ajuste nos mercados de juros norte-americano já passou e os países emergentes devem se beneficiar com isso. Mas uma parcela dos agentes financeiros alerta sobre a possibilidade de a volatilidade retornar.

Copom

De todo modo, a recuperação lá fora abriu espaço para o noticiário local influenciar o mercado de juros. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem, não foi determinante para a queda dos juros, mas corroborou a aposta de que a taxa Selic voltará a ser cortada em 0,5 ponto porcentual na reunião de julho. E, sem a pressão no exterior, o mercado enxergou nos contratos oportunidades atrativas para aplicação. A queda das taxas aconteceu em todos os vencimentos, mas de forma mais intensa nos de longo prazo - onde há presença de investidores estrangeiros, segundo relataram operadores.

Equipe AE

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