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09/11/2007 - 10h36

Jovens foram mortos por 'atrapalhar' o tráfico em SP

São Paulo - Os cinco jovens mortos em outubro, em Votorantim, no interior de São Paulo, foram assassinados porque estavam atrapalhando os negócios do tráfico local, segundo depoimentos dos dois presos suspeitos de cometer o crime que ficou conhecido como a Chacina de Votorantim. O local da chacina era muito utilizado pelos jovens da cidade, que às vezes faltavam às aulas para namorar. Muitos deles chegavam a acampar na região, localizado numa área verde da cidade.

Mas o lugar era usado pelos traficantes da cidade como local de venda e entrega de drogas e a presença dos estudantes estava prejudicando os negócios do tráfico, de acordo com informações do delegado Acácio Aparecido Leite, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Ainda de acordo com o delegado, os suspeitos, presos na última terça-feira, eram próximos das vítimas. As investigações ainda não acabaram e a polícia busca novas testemunhas do caso. O crime, que ficou conhecido como a chacina de Votorantim, ocorreu em 23 de outubro quando quatro casais de estudantes da escola, com idade entre 14 e 21 anos, faltaram à aula para namorar no alto de uma colina.

Três homens encapuzados renderam o grupo, mandaram que todos se deitassem e atiraram. Três garotas e dois rapazes morreram. Um deles foi baleado no braço e no ombro, mas sobreviveu. Uma outra morte relacionada à chacina também ocorreu na cidade. Segundo o delegado, Wellington de Barros Silva, de 21 anos, foi morto no sábado, 27 de outubro, quatro dias após a chacina. Ele era um dos três encapuzados que atacaram as vítimas. Ele foi morto por integrantes do bando.

Solange Spigliatti

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