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11/12/2007 - 13h54

Termina hoje reserva de ações do Banco do Brasil

São Paulo - Quem quiser participar da oferta de ações do Banco do Brasil tem até hoje às 18 horas para se cadastrar numa corretora ou gestora de investimentos. Os especialistas alertam, no entanto, que a forte demanda pelas ações tem feito algumas instituições financeiras a encerrar mais cedo a reserva. Por isso, não deixe para fazer o pedido na última hora.

O Banco do Brasil vai colocar mais de 87 milhões de novas ações no mercado. A aplicação mínima exigida por CPF para a compra direta de ações é de R$ 1 mil e o limite máximo, de R$ 300 mil. O investidor pode ainda investir nas ações por meio do FIA-BB (Fundo de Investimento em Ações do Banco do Brasil).

A reserva do fundo é feita só no BB, e o investidor tem de ser correntista do banco. Segundo especialistas, a vantagem do fundo é que a aplicação mínima é menor, de R$ 200. Mas não se esqueça que para fundos existe a cobrança de taxa de administração que, neste caso, será de 1,5% ao ano.

O Banco do Brasil delimitou em até 80% da reserva para o varejo e o restante será destinado para investidores estrangeiros. Correntistas e funcionários do banco terão prioridade na oferta, o que significa que os pedidos desses investidores terão preferência em caso de rateio.

Desempenho da ação supera o Ibovespa no ano

As ações do BB apresentam valorização de 51,2% no ano, negociadas a R$ 46, contra alta de 47,8% do Ibovespa, principal índice da bolsa. Para o gerente de análise do Modal Asset Management, Eduardo Roche, esse desempenho é um forte indicativo de que o banco é um bom investimento.

"A performance no ano das ações do Banco do Brasil tem sido destaque de alta. As atividades de crédito do banco estão indo bem e sua rentabilidade está crescente", afirma. Roche explica que, durante todo o governo Lula, o banco não apresentou problemas de ordem política que interferissem no desempenho das ações.

"Não há indicativos que esse cenário tranqüilo para o banco se altere, e as ações devem manter em 2008 essa mesma rentabilidade", diz.

Para o sócio-diretor da Evolve Gestão, Lúcio Moura, a marca tradicional do BB justifica o forte interesse dos investidores pelos papéis. Moura ressalta, no entanto, que o investidor deve estar ciente de que o investimento nas ações de uma instituição pública possui riscos maiores que o dos bancos privados.

"Não se pode descartar a possibilidade de interferência política. Além disso, o BB gasta muito dinheiro em investimentos que não dão retorno e isso pode vir a interferir nas ações", alerta Moura.

Wellington Miyazaki

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