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19/12/2007 - 11h16

Bolsa abre em alta, mas volatilidade deve se manter

São Paulo - O índice Bovespa, principal referência do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu em alta e avançou 0,41% nos primeiros minutos, a 61.346 pontos. Mas a expectativa é de mais um dia de volatilidade, diante da continuidade das incertezas em relação às perspectivas para a economia norte-americana e para o mercado de crédito. "A notícia continua a mesma, o que muda é o foco", resumiu um operador. Às 11h15, o Ibovespa já tinha invertido o sinal e operava em baixa de 0,21%, na mínima, a 60.968 pontos.

O mercado doméstico segue sensível à movimentação das bolsas internacionais, que amanheceram com viés negativo, após a recuperação de ontem, que contribuiu para que o Ibovespa subisse 2,12%, aos 61.096 pontos, recuperando metade das perdas da segunda-feira, quando caiu 4,19%.

As bolsas americanas digerem o balanço do banco Morgan Stanley, que informou prejuízo de US$ 3,59 bilhões no quarto trimestre fiscal (encerrado em 30 de novembro). Além disso, o Morgan Stanley anunciou que recebeu investimentos de US$ 5 bilhões de um fundo soberano chinês, que terá 9,9% ou menos de participação na instituição.

Por conta dos riscos crescentes do mercado de crédito, o Goldman Sachs rebaixou a recomendação para o Barclays e para o Natixis - de neutra para venda - e do UBS e HBOS - para neutra de compra. Na Europa, o rebaixamento pelo Goldman Sachs da recomendação para vários grandes bancos pressionava os ativos das instituições atingidas e correlatas, ofuscando ganhos em alguns papéis do setor automotivo e de tecnologia.

O anúncio do resultado do leilão do banco central americano (Federal Reserve) de US$ 20 bilhões em recursos a prazo realizado na segunda-feira, dentro do programa emergencial para prover liquidez aos mercados, previsto para as 13 horas de hoje, é outro destaque importante da agenda. A intenção é observar os números referentes à demanda, que deve dar uma idéia da proporção das dificuldades de liquidez do interbancário.

Telefonia

O setor de telecomunicações continua sob os holofotes hoje, com o segundo dia do leilão de licenças para a terceira geração (3G) da telefonia celular realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Hoje deve ser mais um dia de forte disputa, pois será leiloada a faixa que engloba a cobertura da Grande São Paulo, considerado o "filé mignon" da telefonia no País. A Brasil Telecom conseguiu esta manhã sua primeira vitória no leilão, ao arrematar a segunda licença da área 2 (Sul e Centro-Oeste e os Estados de Tocantins, Rondônia e Acre) por R$ 483 milhões, ágio de 41,56% sobre o preço mínimo.

Ontem, o leilão das cinco primeiras licenças superou as expectativas dos especialistas, chegando a ágios superiores a 200%. A Anatel arrecadou R$ 2,4 bilhões. Com isso, a agência elevou a sua previsão de ágio total para 100%, o que representaria uma arrecadação total de R$ 5,6 bilhões.

As ações das empresas que arrematam licenças dispararam na Bovespa. TIM PN fechou com valorização superior a 8,27%. As ações da Vivo PN subiram 6,5% e as da Telemar ON 6,47%.

Vale

A Vale perdeu ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) o último recurso que questionava a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de exigir a venda da mineradora Ferteco ou o abandono do direito de preferência na compra de minério de ferro da mina Casa de Pedra. A Vale informou ontem que está analisando a decisão do Cade.

Sueli Campo

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