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25/12/2007 - 09h55

Santos-SP tem maior boom imobiliário em 20 anos

São Paulo - Um apartamento de 410 metros quadrados de área útil, pé-direito de 3,6 metros e preço médio de R$ 5 milhões - R$ 12 mil o metro quadrado. Tem portas de acesso blindadas, assim como as duas guaritas com sistema wireless, caso os ladrões ousem cortar os fios, e elevadores acionados por impressão digital. O projeto é de Adolpho Lindenberg, que assina os prédios neoclássicos espalhados pela capital paulista, e o design de interior, de Sig Bergamin, personalizado para cada uma das 20 unidades. A fachada pré-moldada é a mesma dos luxuosos San Paulo e Plaza Iguatemi, na Avenida Faria Lima. E a diferença? Vista para o mar.

O novo edifício é apenas um exemplo da transformação pela qual passa Santos, no litoral paulista: pelo menos 18 novos empreendimentos estão sendo erguidos de frente para a praia ou nos quarteirões próximos. Aos poucos, eles mudam a fotografia da orla, que permanecia praticamente a mesma desde que os primeiros arranha-céus formaram a muralha de concreto na frente do mar.

Nos últimos 12 meses, 1.900 novas unidades foram lançadas, o maior número em duas décadas. Outras 2 mil estão previstas para 2008. Incorporadoras, construtoras e imobiliárias da capital, como Camargo Corrêa, Gafisa, Rossi e Lindenberg, desceram a Serra do Mar. Segundo a Real Consultoria, 60% das unidades são vendidas antes do início das obras.

Mais dinheiro disponível para crédito, menos juros e possibilidade de financiamentos com maior prazo movimentam o mercado da construção em quase todo o País, mas Santos tem sido considerada uma pérola nesse mar de concreto. Primeiramente, pela descoberta, este ano, de um megacampo de petróleo, que elevará em 50% as reservas brasileiras. Os investimentos e o emprego nas áreas operacionais e de logística estão espalhados por todo o litoral, do Rio a Santa Catarina, mas a inteligência de empresas como a Petrobras - que exige mão-de-obra qualificada - ficará concentrada em Santos.

Só a Petrobras abrirá na cidade, sede da Bacia de Santos, 1.200 vagas permanentes em dois anos e 3 mil até 2015, para engenheiros, geólogos e geofísicos, com salários acima de R$ 5 mil. Os empregos indiretos devem chegar a 12 mil, segundo o gerente-geral da Unidade de Negócios da Petrobras na Bacia, José Luiz Marcusso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE

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