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02/01/2008 - 18h37

Ibovespa cai 1,68%, pressionada por EUA e petróleo

São Paulo - O Ibovespa, índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu 2008 operando no vermelho e com o foco no mercado internacional. O índice fechou com queda de 1,68%, a 62.815 pontos.O movimento de baixa do início do pregão, visto como um ajuste às perdas das bolsas em Nova York na segunda-feira, dia 31, quando o mercado aqui estava fechado, ganhou velocidade no final da manhã com a divulgação nos EUA de um dado sobre atividade muito pior do que o esperado. Mas o pico do estresse, com o Ibovespa registrando queda de até 1,92%, descendo aos 62.659 pontos, foi registrado no meio da tarde, na esteira da notícia de que o contrato de petróleo para fevereiro bateu US$ 100 o barril, alta de 4,17%.

Houve confusão em Nova York sobre se os contratos de petróleo para fevereiro atingiram realmente os US$ 100 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). A Nymex confirmou o contrato chegou a US$ 100, mas as telas continuavam mostrando US$ 99,60. Polêmica à parte, o fato é que a notícia azedou de vez o humor dos investidores nesse primeiro pregão do ano.

A nova rodada de alta do petróleo reflete preocupações com possíveis interrupções na oferta do produto, após ataques na principal região petrolífera na Nigéria e com uma mais uma queda nos estoques de petróleo, cujos relatórios serão divulgados amanhã nos EUA. Aqui, as ações preferenciais de Petrobras chegaram a ceder mais de 2%, contribuindo para levar o Ibovespa às mínimas. Próximo do fechamento a queda de Petrobras diminui para 1,86%, o que contribuía para limitar as perdas da Bolsa.

Petrobras PN respondeu pelo maior movimento financeiro do pregão, R$ 701,9 milhões, praticamente o dobro do registrado pela Vale, cujas preferenciais recuavam 2,86%.

O volume de negócios na Bolsa melhorou no decorrer da tarde, à medida em que crescia o nervosismo dos investidores. O giro hoje ficou em R$ 4,5 bilhões, mas ainda assim inferior à média diária do ano passado, de R$ 5 bilhões.

Após o ISM industrial abaixo de 50, os contratos Fed Funds Futuros ampliaram de 92% para 100% as chances de corte de juros de 0,25 pp em janeiro. Após o dado, os Treasuries passaram projetar os juros em forte baixa, levando o juro da note de 10 anos para abaixo de 4,00%.

E a ata da última reunião do Fomc, realizada em 11 de dezembro, sacramentou a percepção do mercado de que o ciclo de corte de juro não terminou em dezembro ao dizer que os participantes da reunião "concordaram quanto à necessidade de continuar excepcionalmente alertas aos acontecimentos econômicos e financeiros e seus efeitos na perspectiva, e os membros deveriam estar preparados para ajustar a posição da política monetária, caso as perspectivas para o crescimento econômico ou para a inflação piorassem".

Sueli Campo

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