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14/01/2008 - 16h14

Juro futuro fecha em leve alta, com pouca liquidez

São Paulo - O mercado de juros começou a semana em ritmo lento e taxas em leve alta nos contratos de longo prazo. O giro, mesmo para uma segunda-feira, quando o volume negociado costuma ser abaixo do normal, foi muito fraco e concentrado praticamente no vencimento de janeiro de 2010, o único a ter movimentado mais de 100 mil contratos no encerramento da sessão regular. Este contrato de depósito interfinanceiro (DI) subiu a 12,74% ao ano, de 12,72% ao ano na sexta-feira.

Os vencimentos mais curtos, até o final de 2008, fecharam com taxas próximas da estabilidade. Os contratos longos tiveram alta discreta na maior parte do pregão, aceleraram às máximas no meio da tarde, mas perderam força no fechamento. Nas mesas de operação, os profissionais consultados relataram que os negócios com juros hoje foram pautados basicamente por fatores técnicos, já que o noticiário não teve força para ditar o rumo das taxas.

A agenda dos próximos dias colabora para a postura defensiva do investidor, que prefere conhecer os indicadores a serem divulgados aqui e nos EUA antes de fechar suas posições. Além disso, bancos e financiadoras de hipotecas apresentam seus balanços, assim como grandes empresas de tecnologia, como IBM, Intel e AMD.

A partir de amanhã, o calendário esquenta com o anúncio, nos EUA, da inflação ao produtor e das vendas no varejo em dezembro, do balanço do Citigroup, dos números de estoque do comércio em novembro e do índice de atividade industrial do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Nova York, referente a janeiro. Aqui, o destaque serão os dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de novembro. No dia seguinte, serão conhecidos, nos EUA, a inflação ao consumidor, os dados da produção industrial e os resultados do JP Morgan e banco Wells Fargo. Aqui, o IBGE informa as vendas no varejo em novembro.

Hoje, no âmbito doméstico, a pesquisa Focus e os dados do emprego industrial não foram determinantes para os negócios, mas endossaram a idéia de que o Banco Central será conservador na condução da taxa básica de juros (Selic) em 2008. No levantamento do BC, o destaque foi o ajuste para cima das previsões da taxa de juro, de 10,75% para 11,13%, ao final deste ano. Já o IBGE divulgou que o emprego industrial subiu 0,3% em novembro ante outubro e 3,9% sobre novembro de 2006, a maior desde dezembro de 2004 (4,1%).

Denise Abarca

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