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17/01/2008 - 18h53

Correção: Ibovespa segue NY e fecha em baixa de 2,96%

São Paulo - A nota enviada anteriormente contém um erro. O Ibovespa fechou em baixa de 2,96%, aos 57.036,8 pontos, e não como o informado. O título estava correto. Segue o texto corrigido:

As bolsas até arriscaram uma recuperação hoje. Mas os indicadores econômicos ruins, o balanço péssimo do banco Merrill Lynch e o discurso sem novidades do presidente do banco central dos EUA não permitiram. Os investidores estrangeiros voltaram a fugir da Bovespa e o resultado não diferiu do registrado nos últimos pregões: mais um tombo.

No pior momento do dia, a Bolsa paulista chegou a cair 3,48%, perdendo inclusive o suporte de 57 mil pontos, já que tocou os 56.734 pontos. Na máxima, o índice subiu a 59.643 pontos (+1,47%) e, no fechamento, situou-se em 57.036,8 pontos, em queda de 2,96%, pior patamar desde 20 de setembro (56.906 pontos). No mês, a perda acumulada é de 10,72%. O volume financeiro negociado hoje somou R$ 6,58 bilhões.

Às 18h23, o Dow Jones caía 1,99%, aos 12.218,6 pontos, patamar abaixo do último pregão de 2006, o que significa que todos os ganhos obtidos em 2007 serão eliminados se o nível se mantiver. O S&P tinha baixa de 2,28% e o Nasdaq recuava 1,46%.

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, voltou a endossar um pacote de estímulo fiscal, que ajudaria o Fed, segundo ele, a combater o esfriamento econômico. Ele também repetiu que a autoridade monetária vai fazer um corte substancial da taxa de juro se necessário para combater a ameaça à economia trazida pela fragilidade dos mercados financeiros e pelo enfraquecimento do emprego. Ainda reiterou que os riscos negativos para o crescimento se tornaram mais pronunciados.

Como Bernanke se repetiu, os investidores não gostaram porque esperam mais e talvez consigam amanhã, quando George W. Bush dará detalhes do plano de ajuda econômica. Esta notícia saiu no final da tarde e, por isso, acabou não impactando a Bovespa. O que fez preço foi o resultado fraco do Merrill Lynch, que anunciou uma perda de US$ 9,83 bilhões no quarto trimestre de 2007, equivalente a US$ 12,01 por ação, quase três vezes mais do que o previsto pelos analistas (US$ 4,57 por ação). A instituição ainda anunciou uma baixa contábil de US$ 11,5 bilhões no período.

Se isso deixou triste o mercado, o investidor chorou quando saiu o índice de atividade industrial regional do Fed de Filadélfia, que desabou para -20,9, com projeções de que ficasse em -1,5 (no mês de novembro, o índice havia sido de -1,6). Ao mesmo tempo, o número de novas construções caiu 14,2% em dezembro, ante projeção de -5%.

Enquanto o plano de ajuda não vem, mais indicadores serão analisados e, amanhã, não é previsto fôlego extra às bolsas, embora os preços o permitam. Se o noticiário deixar, no entanto, pode surgir aí uma recuperaçãozinha. Serão divulgados amanhã o balanço da General Electric, os indicadores antecedentes da Conference Board, além do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan.

Claudia Violante

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