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23/01/2008 - 09h51

Dólar à vista abre em alta de 1,17% a R$ 1,813 na BM&F

São Paulo - O dólar à vista abriu em forte alta hoje, de 1,17%, negociado a R$ 1,813 no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Ontem, a moeda norte-americana fechou em baixa de 2,02%, cotada a R$ 1,792.

Como previam os especialistas ontem, logo após o anúncio da decisão do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), de cortar as taxas de juros dos EUA em 0,75 ponto porcentual, a volatilidade e as incertezas voltam a assolar os mercados financeiros na manhã de hoje. E essa deve ser a marca também dos negócios domésticos de câmbio, que seguem de perto os passos internacionais, há vários dias.

Embora tenha agradado aos investidores, permitindo uma boa correção positiva nos preços dos ativos ontem, a percepção é de que a medida de política monetária dos EUA não deve ser suficiente para resolver todos os problemas atuais da economia daquele país. Além disso, há a preocupação com a contaminação no restante do mundo, principalmente na economia européia.

Depois de pregões amplamente positivos na Ásia hoje, e de uma abertura de recuperação também na Europa, as bolsas voltavam a ceder. No cenário externo, pesa a percepção de que o Banco Central Europeu (BCE) não acompanhará o Fed na decisão de cortar juros, criada a partir de declarações feitas hoje pelo presidente da instituição, Jean-Claude Trichet. Às 9h24 (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 1,87%; a de Paris perdia 2,61% e a de Frankfurt despencava 3,21%. Nos Estados Unidos, o índice futuro do S&P 500 caía 1,80%, no mesmo horário, e o futuro do Nasdaq-100 tinha baixa de 2,11%.

Trichet disse hoje que os bancos centrais devem ancorar as expectativas de inflação em "tempos difíceis" para evitar encorajar a volatilidade dos mercados. Acrescentou ainda que é papel dos BCs é de assegurar o funcionamento ordenado dos mercados abertos e que é isso que o BCE vem fazendo desde o início da turbulência, no ano passado. Trichet frustrou as expectativas de ontem, de que os juros seriam cortados também na Europa.

Assim, a expectativa é de que o dólar comece o dia em alta. Para o restante do dia, tudo depende das novidades e do rumo dos ativos internacionais.

Cristina Canas

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