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01/02/2008 - 10h20

Juros futuros recuam, com melhora no cenário externo

São Paulo - Depois da correção de ontem, o mercado de juros futuros dá sinais de alívio hoje, acompanhando a melhora de humor no cenário externo, que já alavancou as Bolsas em Wall Street ontem no fim do dia.

As taxas futuras começaram o pregão eletrônico oscilando ao redor do fechamento de ontem. Os contratos de depósitos interfinanceiros (DI) com vencimento até janeiro de 2009 mantém-se perto da estabilidade, mas os DIs de médio e longo prazos, a partir de janeiro de 2010, arriscam ligeira baixa. Às 10h16, os contratos com taxas pós-fixadas (DIs) com vencimento em janeiro de 2010 recuaram de 12,72% ontem para 12,71% hoje.

Lá fora, os índices futuros das bolsas norte-americanas também consolidam-se no terreno positivo, reagindo à notícia de que a Microsoft oferece US$ 44,6 bilhões pela compra do Yahoo!. No mesmo horário, o futuro do Nasdaq 100 avançava 0,88% e o futuro do S&P 500 subia 0,77%.

Mas hoje tem dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, com o número de vagas criadas (payroll) em janeiro gerando forte expectativa no mercado. O número sai às 11h30 (de Brasília). Economistas prevêem alta de 75 mil. Para a taxa de desemprego, economistas prevêem, 4,9%.

Por aqui, a mensagem conservadora da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) continua ecoando e, portanto, limita um alívio mais significativo nos contratos de curto prazo. A avaliação geral dos profissionais é que o BC está desconfortável com o avanço das expectativas de inflação, mas que não gostaria de ter de subir os juros. Por isso, emitiu sinais de alerta no documento, com o objetivo de tentar corrigir as expectativas.

E pode ser um dos motivos também que levou o BC a anunciar, na noite de ontem, a decisão de recolher compulsório sobre depósitos de empresas de arrendamento mercantil (leasing). O principal mérito da decisão é corrigir uma distorção no mercado de crédito, já que não havia recolhimento de compulsório desses recursos. Vale destacar que, como existe um cronograma para a implantação das alíquotas, o pretendido enxugamento de R$ 40 bilhões do sistema só acontecerá efetivamente daqui a um ano. De todo modo, o anúncio é sem dúvida um sinal claro da disposição do BC em agir. E a própria autoridade monetária fez questão de frisar, ontem, que a medida pretende dar "mais eficácia à política monetária".

Lucinda Pinto

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