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21/02/2008 - 09h01

Setor de alimentos e mineradoras puxam ganhos na Europa

Londres - O setor de alimentos sustenta os ganhos das bolsas européias, depois que a gigante do consumo Nestlé divulgou seu balanço anual de 2007, o qual ficou acima das previsões e agradou analistas. As mineradoras também sobem, na esteira dos ganhos dos preços dos metais no mercado internacional. Às 8h56 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 1,71%, a de Paris ganhava 1,61% e a de Frankfurt avançava 1,62%.

As ações da Nestlé dispararam 5,6%, em reação ao anúncio de que seu lucro líquido aumentou 16% no ano fiscal para 10,65 bilhões de francos suíços (US$ 9,68 bilhões). A Nestlé afirmou que está confiante de que vai alcançar a meta de crescimento orgânico, que exclui as receitas com aquisições, entre 5% e 6% para 2008.

Outras companhias do setor de alimentos apresentaram bons desempenhos. A Danone subiu 1% e a Parmalat ganhou 1,1%. O setor teve um dia ruim ontem, após a divulgação dos resultados da cervejaria Heineken.

Entre as mineradoras, as ações da Vedanta Resources avançaram 3,3% e as da anglo-suíça Xstrata 1,3%, de olho nos preços dos metais. O zinco e o cobre operam em forte alta na Bolsa de Metais de Londres (LME) e o ouro spot bateu novo recorde de US$ 949,05 a onça-troy (equivalente a 31 gramas). Hoje, a mineradora brasileira Vale apresentou uma nova oferta pela mineradora anglo-suíça, acrescentando US$ 13,3 bilhões a sua proposta inicial de compra. O valor da oferta teria passado agora para US$ 89,3 bilhões, com parte do pagamento em ações preferenciais da mineradora brasileira, segundo especulações de mercado.

Na ponta negativa, as ações do banco francês Société Générale perderam 3,5%, depois de registrar prejuízo líquido de 3,35 bilhões de euros (US$ 4,94 bilhões) no quarto trimestre do ano passado, frente ao ano anterior, quando contabilizou lucro líquido de 1,18 bilhões de euros. O banco francês já havia divulgado resultados preliminares em janeiro, quando revelou as perdas de 4,9 bilhões de euros com operações não autorizadas de um operador. O banco alertou sobre a possibilidade de novas baixas contábeis no primeiro trimestre deste ano. As informações são de agências internacionais.

Carolina Ruhman

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