UOL Notícias Notícias
 

27/02/2008 - 16h22

Juros futuros fecham quase estáveis, com viés de baixa

São Paulo - Os juros futuros de longo prazo encerraram perto dos níveis de ontem, porém com viés de baixa. O volume financeiro negociado nos contratos foi considerado mediano na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), tendo perdido fôlego em comparação às sessões anteriores. Os contratos com taxas pós-fixadas (DIs) com vencimento em janeiro de 2010 recuaram de 12,40% ao ano ontem para 12,39% ao ano. Já o DI de janeiro de 2012 cedeu de 12,45% ao ano ontem para 12,40% ao ano hoje.

Os DIs curtos, que são mais influenciados pelas expectativas para a política monetária de curto prazo e menos pelo ambiente externo, tiveram oscilação discreta hoje, mas houve alívio no período da tarde, quando abandonaram a ligeira alta que apresentavam para fecharam estáveis. O contrato com vencimento em janeiro de 2009 terminou no mesmo nível de ontem, a 11,72% ao ano.

O pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Ben Bernanke, no Comitê Financeiro da Câmara, evento mais aguardado do dia, sugeriu que a autoridade monetária manterá a flexibilização dos juros americanos diante dos riscos ao crescimento econômico do país vindos dos mercados imobiliário, de crédito e de trabalho que ameaçam a economia, a despeito das pressões inflacionárias.

Os contratos futuros de Fed Funds (fundos federais de reservas bancárias nos EUA) seguem projetando 100% de possibilidade de redução do juro em 0,5 ponto porcentual na reunião do Fed marcada para o dia 18 de março.

No âmbito doméstico, o destaque continua sendo o tombo do dólar, que hoje chegou a furar a barreira de R$ 1,67 durante a sessão. O comportamento da moeda, em tese, joga em benefício da desaceleração da inflação no médio prazo, estimulando a ampliação de posições vendidas nos DIs longos, onde os prêmios estão atrativos. Nos curtos, o mercado não está tão confortável para abater taxas uma vez que, apesar de os recentes índices de preços terem moderado o ritmo de alta dos preços, ainda há incertezas no horizonte. Por exemplo, a ameaça da inflação de demanda pela manutenção do ritmo forte do consumo interno e o expressivo avanço nos preços das matérias-primas (commodities).

Dessa maneira, na melhor das hipóteses, para analistas, o Banco Central manterá a Selic em 11,25% ao ano por todo o primeiro semestre, não havendo espaço para cortes no curto prazo. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) acontece na semana que vem.

Denise Abarca

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    10h09

    -0,30
    3,159
    Outras moedas
  • Bovespa

    10h15

    1,46
    69.639,13
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host