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06/03/2008 - 13h07

Temor com falta de crédito derruba Bolsas de NY

Nova York - Os temores com o mercado de crédito voltaram a se acentuar nesta quinta-feira e a pressionar para baixo as Bolsas norte-americanas. O mercado não gostou do números sobre inadimplência e execuções de hipotecas, que subiram no quarto trimestre de 2007 e atingiram nível recorde. O relatório sobre o mercado de trabalho (pedidos de auxílio-desemprego) reforçou o ambiente negativo para as ações. Às 12h58 (de Brasília), o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York caía 0,84%, o Nasdaq cedia 0,30% e o S&P 500 recuava 0,93%.

"O ambiente está difícil", disse um gestor de fundos nova-iorquino. "As concessões de empréstimos estão mais rígidas. A disposição em estender o crédito é menor. Está ficando muito difícil para os negócios", acrescentou.

A Thornburg Mortgage, financiadora de hipotecas residenciais, informou que o fato de não ter conseguido apresentar garantias de US$ 28 milhões ao credor JP Morgan Chase causou "uma série de cross-defaults" (quando a falta de pagamento de uma dívida provoca o calote de outras obrigações). As ações da Thornburg despencaram 56%. "A Thornburg parece estar agora na corda bamba", disse a RBC Capital.

Participantes do mercado alertaram que o mercado de crédito parece estar se congelando novamente. Um operador de ativos lastreados em hipotecas de um fundo de hedge afirmou que o mercado está "quase tão ruim" quanto no verão passado (julho e agosto, no Hemisfério Norte), quando começou a turbulência global nos mercados financeiros.

No front macroeconômico, o relatório de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA trouxe sinais divergentes sobre o mercado de trabalho. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 24 mil para 351 mil na semana encerrada em 1º de março, ante a previsão de recuo de apenas 10 mil pedidos para 363 mil. No entanto, o número de trabalhadores que recebem o benefício há mais de uma semana subiu 29.000, para 2.831.000 na semana encerrada em 23 de fevereiro. Esse é o nível mais alto desde setembro de 2005.

Já a Associação dos Bancos Hipotecários (MBA) dos EUA informou que 5,82% dos empréstimos hipotecários estiveram inadimplentes pelo menos 30 dias durante o quarto trimestre de 2007. O porcentual é o mais alto já registrado pela MBA. O número de empréstimos em processo de execução também atingiu recorde no quarto trimestre. A pesquisa da MBA avaliou que 2,04% de todos os empréstimos hipotecários estavam em processo de execução ao final do quarto trimestre.

No lado positivo, as vendas pendentes de imóveis nos EUA ficaram estáveis em janeiro em relação ao mês anterior, surpreendendo analistas que esperavam declínio de 1,5%. Já na comparação com janeiro de 2007, as vendas registraram queda de 19,6%. As informações são da Dow Jones.

Carolina Ruhman

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