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04/06/2008 - 20h24

Chegam a 18 os presos pela Operação Cartada Final

Florianópolis - Chegou a 18 o número de suspeitos presos hoje pela Operação Cartada Final, da Polícia Federal (PF), que desmontou hoje, simultaneamente, um esquema de contrabando de mercadorias e caça-níqueis em Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Entre os detidos, está o cônsul honorário da Espanha em Joinville (SC), Antonio Escorza Antoñanzas, e a mulher dele, a vice-consulesa, Débora Pinnow, presa em flagrante. No momento da prisão, Débora carregava na bolsa R$ 43 mil, US$ 27 mil (R$ 43,93 mil) e 7,6 mil euros - cifras que alegou pertencer a Antoñanzas -, o que caracterizou o flagrante do casal, segundo a PF.

A operação concentrou-se, principalmente, na cidade catarinense, distante 170 quilômetros ao norte de Florianópolis. Cerca de 250 policiais federais cumpriram 17 mandados de prisões cautelares, 48 de busca e apreensão, 96 seqüestros de imóveis, apreensão de lanchas e veículos, além do seqüestro de valores de 33 contas bancárias. Ao todo, foram 13 prisões feitas em Joinville, entre as quais o filho do cônsul honorário, 3 no Recife, 1 em Lages (SC) e 1 em Salvador.

Ao ser presa, a mulher alegou que o dinheiro pertencia ao marido. A PF também colheu documentos de contas bancárias no exterior que configuravam evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Conforme a PF, o grupo comercializava, através da venda e aluguel, produtos contrabandeados usados em máquinas caça-níqueis. "Ainda não temos como mensurar o tempo de atuação desta quadrilha, mas há indícios de pelo menos três anos de atuação", informou o delegado Luciano Raizer.

Neste período, a quadrilha também exportava equipamentos para o México, Panamá, Venezuela, Peru, Bolívia, Colômbia, Argentina, Paraguai, República Dominicana e Espanha. A receita arrecadada pelos envolvidos era ocultada do Banco Central (BC) por meio de depósitos e saques sem comprovação de origem. Durante a operação, os agentes identificaram inúmeras empresas fictícias abertas em nomes de terceiros para ocultar o chefe da organização que, segundo a PF, era Antoñanzas.

Júlio Castro, especial para AE

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