UOL Notícias Notícias
 

27/06/2008 - 10h36

Bolsas de NY ensaiam recuperação e abrem em alta

Nova York - As Bolsas de Nova York abriram em alta hoje, um dia após caírem a níveis não vistos em quase dois anos, com o índice Dow Jones registrando perdas em junho (-9,38%) que ameaçam culminar no pior mês de junho desde 1930, no começo da Grande Depressão. Às 10h35 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,27%, o Nasdaq-100 ganhava 0,10% e o S&P 500 tinha alta de 0,31%.

A divulgação do relatório que mostrou aumento acima do esperado na renda e nos gastos pessoais dos norte-americanos em maio pode ajudar os mercados acionários a ensaiar uma recuperação, mas a escalada do petróleo para novas máximas, acima de US$ 140,00 o barril, deve continuar pesando. Hoje, o petróleo mantém sua tendência firme de alta e superou pela manhã US$ 142 por barril pela primeira vez.

Em nota, analistas do banco alemão Deutsche Bank disseram que os preços da matéria-prima (commodity) podem, paradoxalmente, aumentar a demanda - no Oriente Médio, preços maiores encorajam o consumo porque a população é mais rica; na Europa, os governos estão reduzindo os impostos sobre o petróleo.

O diretor de estratégia da Standard Life Investments, Richard Batty, disse que a queda nos mercados acionários é justificada, dado o aumento do petróleo e o fato de investidores estarem reavaliando a perspectiva de lucro das empresas dos Estados Unidos que não foram negativamente afetadas até o momento.

Mas os indicadores econômicos podem dar alguma ajuda na recuperação das Bolsas em Wall Street, pelo menos por enquanto. Os gastos com consumo nos EUA aumentaram 0,8% em maio, em relação a abril, na maior alta desde novembro do ano passado, informou hoje o Departamento de Comércio norte-americano. A renda pessoal cresceu 1,9%, para o maior aumento desde setembro de 2005.

Investidores aguardam, agora, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, que será anunciado às 10h55 (de Brasília).

Ações

No âmbito corporativo, as ações do banco de investimento Merrill Lynch caíram 3,5% no pré-mercado em Nova York, após analistas do banco de investimento Lehman Brothers terem calculado que o banco terá US$ 5,4 bilhões em baixas contábeis no segundo trimestre deste ano, principalmente por conta do efeito de rebaixamentos recentes em seguradoras de bônus.

No setor de bebidas, o conselho da companhia norte-americana Anheuser-Busch rejeitou unanimemente a oferta de aquisição de US$ 46,35 bilhões da belgo-brasileira InBev, considerando a proposta "financeiramente inadequada" e abrindo espaço para uma possível batalha de aquisição.

No setor de telefonia, as ações da Telefon AB Ericsson caíram 7,4% no pré-mercado em Wall Street, com o anúncio da Sony Ericsson de que suas vendas e lucro líquido no segundo trimestre de 2008 serão prejudicados pela desaceleração na demanda. Quem também deve cair é a Palm, que anunciou prejuízo no quarto trimestre fiscal, devido à queda na receita.

Por fim, no segmento de construção civil, a construtora KB Home divulgou que seu prejuízo no segundo trimestre de 2008 quase dobrou, por conta do declínio nos preços em meio à desaceleração no mercado imobiliário norte-americano. No pré-mercado em Nova York, suas ações caíram 3,2%. As informações são da Dow Jones.

Nathália Ferreira

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    10h59

    -0,13
    3,132
    Outras moedas
  • Bovespa

    11h04

    -0,50
    75.606,95
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host