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30/06/2008 - 20h55

Sílvia Calabresi é condenada à prisão por torturar menina

Goiânia - A Justiça de Goiás condenou hoje os envolvidos no crime de tortura contra a estudante L., de 12 anos, que, ao longo de dois anos, sofreu as brutais agressões na casa onde vivia. A empresária Sílvia Calabresi Lima, responsável pela criação de L. e pelas sessões de espancamento, ficou com a pena mais pesada: 14 anos, 11 meses e 5 dias de prisão, em regime fechado. A doméstica Vanice Maria Morais, acusada de ajudar Sílvia na tortura, foi condenada a 7 anos e 11 dias de detenção, também em regime fechado.

O juiz José Carlos Duarte, da 7ª Vara Criminal, considerou que Vanice Maria, a princípio, cumpria ordens, mas depois começou a agredir a menina por conta própria, longe dos olhos da empresária. Também o marido de Sílvia, Marco Antônio Calabresi, foi considerado culpado por ter se omitido diante do sofrimento de L.. Antônio Calabresi recebeu a pena de 1 ano e 8 meses de reclusão, mas, por ser primário e ter bons antecedentes, foi convertida em prestação de serviços à comunidade. O filho de Sílvia, Thiago Calabresi Lima, que também havia sido denunciado pelo Ministério Público (MP) por omissão, foi absolvido.

L. Soube hoje mesmo da decisão da Justiça e considerou a pena leve. A menina afirmou achar que Sílvia ficará presa por pouco tempo e teme que ela a procure depois que sair da cadeia. A garota vive hoje num refúgio do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), onde ficará até agosto, quando o Juizado da Infância e Juventude de Goiânia decidirá se a guarda ficará com o pai ou com a mãe (eles são separados). L. está no Cevam desde que foi encontrada pela polícia, depois de uma denúncia anônima, amarrada e amordaçada no apartamento de Sílvia, num bairro nobre da capital goiana.

No depoimento à Justiça, a menina afirmou que teve a língua cortada com alicate, os dedos golpeados com martelo e fechados nas frestas das portas e era obrigada a ficar vários dias sem comer. A estudante também disse que foi sufocada com saco plástico e ainda era obrigada a fazer todo o serviço da casa, sem receber nada por isso. Exames feitos pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontaram lesões permanentes na vítima.

Silvana Bittencourt, especial para a AE

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