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01/08/2008 - 12h03

Bolsas de NY viram e caem com GM e petróleo

Nova York - As Bolsas de Nova York ensaiaram alta na abertura com o corte de emprego nos Estados Unidos em julho abaixo do esperado, mas inverteram o sinal de alta por conta das preocupações com o setor automotivo, diante do prejuízo da montadora General Motors (GM), e da disparada dos preços do petróleo, que também mudaram de direção. Além disso, os investidores também passaram a dar maior peso ao aumento na taxa de desemprego nos EUA para o nível mais alto desde março de 2004.

Por volta das 12 horas (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,51%, o Nasdaq recuava 0,99% e o S&P 500 tinha queda de 0,54%. No mesmo horário, no Brasil, o índice Bovespa cedia 1,75%, a 58.465 pontos, na taxa mínima do dia até o momento. Ainda neste horário, o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em setembro subia 3,24%, a US$ 128,10 o barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Segundo analistas, a combinação de fraqueza do mercado de trabalho americano com preços elevados da gasolina e a desaceleração no setor imobiliário forma uma mistura ruim para os consumidores americanos e os bancos, varejistas e indústrias que os atendem. Para eles, isso ficou claro no balanço da GM, que teve prejuízo de US$ 15,5 bilhões no segundo trimestre deste ano e disse estar concentrada em assegurar que suas reservas de caixa permaneçam amplas. Por volta das 11h40 (de Brasília), as ações da montadora caíam 5,96% em Nova York.

Agenda

Na agenda de indicadores econômicos dos EUA já anunciados, o mercado de trabalho americano cortou em 51 mil o número de vagas de emprego em julho, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. A previsão dos economistas era de queda de 65 mil. A taxa de desemprego subiu de 5,5% para 5,7%, o maior nível desde março de 2004.

As bolsas chegaram a eliminar parte das perdas com o relatório do Instituto de Gestão de Oferta (ISM), que mostrou que o índice de atividade industrial nacional caiu a 50 em julho, exatamente na marca que divide crescimento de contração, de 50,2 em junho. Economistas esperavam queda para 49.

Em outro relatório, os gastos com construção nos EUA caíram 0,4% em junho, para a média anual sazonalmente ajustada de US$ 1,082 trilhão, informou o Departamento do Comércio americano. A previsão dos economistas era de queda de 0,3% nos gastos. As informações são da Dow Jones.

Nathália Ferreira

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