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11/08/2008 - 10h41

Bolsas de NY abrem em baixa, de olho no petróleo

Nova York - Contrariando a tendência apontada pelos índices futuros das Bolsas de Nova York, que operavam em alta esta manhã, os mercados em Wall Street abriram em baixa hoje, de olho no impacto do conflito entre a Rússia e a Geórgia nos negócios com petróleo. A matéria-prima (commodity) é negociada em alta, com preocupações de que a tensão na Ásia coloque em risco o abastecimento de petróleo bombeado a partir do Mar Cáspio.

Por volta das 10h40 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,4%, o Nasdaq 100 recuava 0,26% e o S&P 500 cedia 0,3%. No mesmo horário, o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em setembro subia 0,38%, a US$ 115,64 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Apesar do recuo do preço da commodity na semana passada, quando o barril de petróleo fechou na menor cotação desde maio deste ano, técnicos afirmam que o movimento se parece mais com uma "retração de curto prazo" e disseram esperar que o petróleo irá cair apenas levemente antes de voltar a subir forte.

Ações

Sem grandes balanços nem indicadores econômicos na agenda do dia, a atenção no campo corporativo deverá voltar-se para o setor financeiro, após o jornal americano Wall Street Journal ter informado que cinco dos maiores sindicatos de crédito dos Estados Unidos estão enfrentando grandes perdas com títulos relacionados a hipotecas, um sinal de que a turbulência no mercado imobiliário está se espalhando até mesmo para segmentos mais avessos ao risco.

As ações da instituição financeira National City caíram 4,5% no pré-mercado em Wall Street, após o órgão regulador do mercado mobiliário americano (SEC) ter iniciado uma investigação informal sobre questões incluindo a subscrição de empréstimos pela companhia, dividendos e sobre a venda da First Franklin Financial. VeriChip saltava 42%, após ter declarado que vai pagar um dividendo especial, e Calpine subia 7,9%, após afirmar ter voltado a registrar lucro no segundo trimestre e escolhido um novo presidente e executivo-chefe. As informações são da Dow Jones.

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