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13/08/2008 - 18h40

Polícia Civil de SP suspende greve após proposta do TRT

São Paulo - A Polícia Civil suspendeu a paralisação iniciada hoje, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Representantes da corporação aceitaram a proposta apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região. Na audiência de conciliação ficou acertado, no entanto, que a categoria permanecerá em estado de greve. Definiu-se também que o governo paulista não tomará atitudes de retaliação contra o movimento.

Na próxima quarta-feira, uma comissão composta por representantes de associações policiais, sindicatos e governo se reunirá no TRT para deliberar sobre a melhoria dos salários, tendo em conta a atual estrutura de cargos. O encontro será mediado por um representante da Assessoria Econômico-Social do TRT e terá a participação do Ministério Público do Trabalho.

O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, José Martins Leal, afirmou que a categoria manterá as mesmas reivindicações que vêm sendo apresentadas. "A proposta é a mesma. Nós precisamos de melhoria salarial urgentemente", afirmou. O sindicato não soube informar a adesão de policiais à greve.

Crítica

Antes da decisão, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou a greve da Polícia Civil em todo o Estado e desmentiu a informação do diretor sindical Álvaro Guerra de que há doze anos não são concedidos aumentos à categoria. "Entre 1998 e 2008 os gastos com pessoal duplicaram e o volume de pessoal aumentou entre 12 a 13%. Então teve aumento sim", afirmou o governador.

A direção da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo (Adesp) esperava a adesão de pelo menos 70% dos cerca de 3,2 mil delegados do Estado. "A adesão é parcial e pequena, sem prejuízo", avaliou, porém, o governador. Os policiais civis querem reestruturação da corporação, valorização das carreiras e reajuste salarial. Segundo eles, a defasagem chega a 200%.

O governador disse que nunca se recusou a dialogar com representantes da Polícia Civil. No entanto, Serra disse que gostaria de conceder aumento para a categoria, mas que a proposta implica na duplicação da folha de pagamento com a segurança pública, tornando a reivindicação inviável. "Passaríamos a gastar dos atuais R$ 7 bilhões para R$ 15 bilhões e não há dinheiro para isso", afirmou.

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