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12/11/2008 - 12h35

NY abre em baixa, de olho na saúde das empresas

Nova York - As Bolsas de Nova York abriram em baixa hoje, com os temores em relação à saúde das empresas norte-americanas pesando sobre o mercado. A atenção dos investidores concentra-se nas preocupações a respeito de quem precisará de ajuda e de quanto irão precisar. Há também expectativa com relação à atualização do pacote de socorro financeiro de US$ 700 bilhões, que será apresentada pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, às 13h30 (de Brasília).

Às 12h30 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,75%, o Nasdaq 100 recuava 1,52% e o S&P 500 tinha baixa de 1,43%.

Os comentários de Paulson coincidem com um momento em que os líderes democratas pedem que os recursos contidos no pacote de US$ 700 bilhões para socorrer o sistema financeiro sejam destinados também para ajudar as montadoras General Motors (GM), Ford e Chrysler. A equipe de transição do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, estuda a possibilidade de ajudar as "Três Grandes", como são chamadas, antes mesmo da posse. A líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, pediu um novo projeto de lei que permita que as montadoras também tenham acesso ao fundo. Esse ambiente de expectativas beneficiava as ações da GM no pré-mercado em Wall Street, que subiu 9,9%. As da Ford avançaram 3,3%.

A operadora de cartões American Express também está de olho num possível acesso ao programa, depois de ter se transformado em holding bancária. Segundo o jornal Wall Street Journal (WSJ), a empresa está pedindo US$ 3,5 bilhões. No pré-mercado em Nova York, as ações da empresa recuaram 5%.

Ainda no setor financeiro, Prudential Financial, que cedeu 2,21% no pré-mercado, cortou seu dividendo em 50%, no mesmo dia em que a seguradora Swiss Life Holding reduziu suas previsões de lucro e interrompeu seu programa de recompra de ações. Analistas também se perguntam se a seguradora Genworth Financial precisaria encolher-se, já que sua situação de endividamento parece problemática.

No setor de tecnologia, as ações da maior companhia de eletrônicos norte-americana, a Best Buy, caíram 12% no pré-mercado, em reação ao corte de projeção de resultado para o ano fiscal de 2009, dois dias após a Circuit City, sua principal concorrente, entrar com pedido de concordata. As informações são da Dow Jones.

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