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01/12/2008 - 11h15

Bolsa cai 3% após abertura, com dados ruins do exterior

São Paulo - Depois do embelezamento de carteiras pelos gestores, movimento típico de fim de mês, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inicia dezembro de volta à dura realidade que vem pautando os negócios nos últimos seis meses. Após a recuperação ensaiada nos últimos pregões, o índice Bovespa abriu em baixa hoje e, às 11h12 (de Brasília), caía 3,75%, a 35.223 pontos, na mínima do dia até o momento.

Uma chuva de indicadores econômicos ruins na Ásia e na Europa agravou hoje a preocupação dos investidores com o grau de enfraquecimento das economias nessas regiões, provocando mais um abalo na confiança dos mercados. Diante desse quadro negativo, os investidores partem para as vendas, ignorando a boa notícia de que as vendas da "Sexta-feira Negra" - o fim de semana depois do feriado do Dia de Ação de Graças, que tradicionalmente abre a temporada de compras de fim de ano nos Estados Unidos - foram melhores que o esperado, com crescimento de 7,2% sobre o mesmo fim de semana do ano passado.

Os índices futuros das Bolsas de Nova York registram baixas superiores a 2%, replicando o sinal que vem da Europa. Na Ásia, com exceção de Hong Kong (+1,6%) e Xangai (+1,35), as demais bolsas da região fecharam no vermelho.

Com medo de que a queda da demanda seja ainda maior do que o imaginado, os preços do petróleo operam em baixa de mais de 5% na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), na faixa de US$ 51 o barril, sem reagir à declaração do secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem El-Badri. Ele disse que o cartel vai cortar a produção do grupo na reunião de 17 de dezembro em um "bom volume", porque os estoques estão elevados. Na reunião do cartel deste fim de semana, a opção foi por manter a produção nos atuais níveis.

Agenda

Para completar, a agenda do dia nos EUA inspira cautela. O índices ISM industrial de novembro sai às 13 horas (de Brasília) e o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, fala a partir das 16h30, sobre "políticas do Fed e a crise financeira", no Texas. Há ainda dados de gastos com construção. O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, divulga formalmente a sua equipe de segurança às 13h40 (de Brasília).

Entre os indicadores ruins divulgados no exterior estão a queda de dois dígitos nas exportações da Coréia do Sul, Índia e Turquia. Na China, os dois principais índices de atividade da indústria caíram para mínimas recorde em novembro, sinalizando que o crescimento do país deve desacelerar-se mais nos próximos meses.

No Japão, as vendas de autos caíram 27,3% e, na Espanha, as vendas despencaram 50% em novembro. Na Alemanha, as vendas no varejo caíram 1,6% em outubro, na comparação com setembro, contrariando a previsão de alta de 0,5%.

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