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26/12/2008 - 20h55

Cidade da Música é inaugurada inacabada no Rio

Rio - Não foi uma festa com pompa e circunstância como sonhou o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia. Hoje, diante de pouco mais de cem pessoas e muito emocionado, ele inaugurou na Barra, na zona oeste, a Cidade da Música, o maior complexo cultural construído na cidade há décadas e que está com as obras inacabadas. A abertura estava programada para o dia 18, mas havia sido adiada por falta de licença do Corpo de Bombeiros.

Cesar Maia chorou quando a Banda da Guarda Municipal tocou um pot-pourri de músicas que enalteciam o Rio e "La Vie en Rose", seu tema preferido. No discurso, tentou responder às críticas que o projeto tem recebido. "Esta é uma intervenção que só o tempo vai julgar. A decisão se torna mais difícil quando se toma sem entender em que prazo vai ter retorno", disse.

A programação prossegue amanhã com concerto da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), só para convidados, às 21 horas, na Grande Sala Maestro José Siqueira, a única concluída e liberada. Com regência do maestro Roberto Minczuck, a OSB tocará concertos vienenses, como é tradicional nas grandes salas neste período entre o Natal e o ano-novo. No programa, O Danúbio Azul, Valsa do Imperador e Vozes da Primavera, de Johann Strauss.

Foram R$ 518 milhões gastos em cinco anos. A obra mais polêmica do prefeito Cesar Maia, que ainda deve demorar pelo menos um mês para ser concluída e consumirá mais R$ 40 milhões, colocará o Rio no mesmo patamar das grandes metrópoles européias no cenário da música clássica. O projeto arquitetônico é do francês Christian de Portzamparc, autor da Cité de la Musique, em Paris, e da Sala de Luxemburgo.

A Cidade da Música ocupa uma área de 95 mil metros quadrados na Barra da Tijuca e tem 87 mil metros quadrados de área construída. Mas nem tudo está pronto. Hoje, na inauguração, apenas a Grande Sala parecia acabada. Cesar Maia, que passa o cargo de prefeito para o ex-aliado Eduardo Paes no dia 1º, garante que deixa em caixa recursos suficientes para finalizar as obras. "Falta pouca coisa a ser feita e o dinheiro está garantido. É só deixar as empreiteiras trabalharem."

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