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19/02/2009 - 18h37

Ibovespa fecha em alta de 0,14% com Petrobras e Vale

Brasília - O noticiário corporativo doméstico permitiu à Bovespa fechar em sentido oposto ao das bolsas norte-americanas nesta quinta-feira. Com a proximidade do feriado prolongado de carnaval, os investidores já começaram a pisar no freio, mas isso não impediu que fossem, hoje, às compras de Petrobras e Vale, embalados pela alta das matérias-primas, tanto metais como petróleo, e também da expectativa com o balanço da mineradora.

O Ibovespa, principal índice, terminou o dia com ligeira elevação, de 0,14%, aos 39.730,33 pontos. Na mínima, atingiu os 39.630 pontos (-0,11%) e, na máxima, 40.433 pontos (+1,91%). No mês, acumula alta de 1,09%, e no ano, de 5,81%. O giro financeiro totalizou R$ 2,949 bilhões.

Nos EUA, as bolsas encerraram em baixa, em meio a uma nova safra de dados ruins. O pior número foi o do índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia, que caiu ao menor nível desde outubro de 1990, de -24,3 para -41,3 em fevereiro. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, terminou a sessão em baixa de 1,19%, aos 7.465,95 pontos, o nível mais baixo desde 9 de outubro de 2002. O Citigroup e o Bank of America lideraram a liquidação no setor bancário, com queda de 13,75% e 14%, respectivamente.

Na Europa, entretanto, hoje os bancos saíram dos holofotes e não estiveram entre os destaques de baixa. Ao contrário. As ações do BNP Paribas recuaram só 0,49%, o UBS subiu 4,83%, Royal Bank of Scotland, +20,4%, e o Lloyds Banking Group, +11,8%.

No Brasil, o setor bancário não teve uniformidade. Banco do Brasil foi destaque de alta, ao subir 2,15%. A instituição anunciou hoje lucro líquido contábil recorde, de R$ 2,9 bilhões, no quarto trimestre de 2008, com crescimento de 142% em relação ao mesmo período do ano anterior. Unibanco Unit também subiu, 0,37%, mas Itaú PN recuou 0,93% e Bradesco PN terminou em baixa de 1,15%.

Os grandes destaques do pregão continuaram nas mãos das duas blue chips (ações de primeira linha). Petrobras teve desempenho mais forte hoje - também porque ontem recuou enquanto Vale subiu. As ações ON avançaram 2% e as PN, 1,58%. Ontem à noite, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que há espaço para a redução nos preços da gasolina e do diesel por causa da queda do petróleo no mercado internacional. Mas ele avisou que a decisão não será tomada agora porque a empresa ainda precisa recuperar as perdas por ter mantido os preços mais baixos durante a escalada das cotações do petróleo nos últimos anos. O contrato futuro de petróleo para março negociado na Bolsa Mercantil de Nova York avançou hoje 14,04%, a US$ 39,48 por barril.

Vale terminou o pregão com variação positiva de 0,63% na ação ON e de 0,61% na PNA. Depois do fechamento do mercado a empresa divulga seu balanço do quarto trimestre. Segundo as previsões dos analistas, a expectativa é de que a mineradora anuncie um lucro líquido de R$ 5,840 bilhões, 32,42% acima do verificado em igual período de 2007.

No setor siderúrgico, também divulgaram balanços hoje Usiminas e Gerdau. A Usiminas lucrou R$ 837 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, 14% abaixo de igual período do ano anterior. As ações PNA da empresa fecharam em baixa de 0,14%.

Gerdau PN recuou 2,11% e Metalúrgica Gerdau PN perdeu 1,61%. A Gerdau anunciou lucro líquido de R$ 311 milhões no quarto trimestre de 2008, o que representa queda de 67,1% ante igual período de 2007.

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