UOL Notícias Notícias
 

03/03/2009 - 17h59

Dólar comercial recua 1,27% e encerra o dia a R$ 2,412

São Paulo - O dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,27%, cotado a R$ 2,412, depois de acumular ganho de 4,22% nas duas sessões anteriores. Uma aparente ação coordenada de declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e do secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, amenizou à tarde o clima ruim provocado mais cedo nos mercados pela fala do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke. Em reação à injeção de ânimo sobre a futura recuperação da economia e do setor financeiro externo, feita pelas autoridades estrangeiras, houve um movimento momentâneo de compras de ações, que amparou uma efêmera melhora das bolsas norte-americanas no meio da tarde. A Bovespa acompanhou a recuperação e, apesar da retomada da volatilidade lá fora, conseguia se manter no positivo no fim da tarde.

Na BM&F, o dólar negociado à vista cedeu 1,31% e fechou com taxa de 2,41, a menor do dia. O giro financeiro total do mercado cambial somou cerca de US$ 3,4 bilhões.

"A correção (alta) recente do dólar no mercado doméstico não resultou de alguma piora dos fundamentos macroeconômicos do País, mas sim de pelo menos três fatores: necessidade de algumas empresas com dívidas em dólar fazerem hedge (proteção) cambial; exigência para bancos e empresas remeterem lucros e dividendos às matrizes com dificuldades de caixa no exterior; e movimento interbancário especulativo no mercado futuro", enumerou o economista-chefe da Liquidez Corretora, Marcelo Voss.

Hoje, após o presidente do Fed, Ben Bernanke, afirmar que a situação bancária nos EUA não foi estabilizada, que os indicadores de curto prazo mostram pouco sinal de melhora e que é preciso agir com agressividade para resolver os problemas econômicos, o presidente dos EUA, Barack Obama, retrucou indiretamente dizendo que está "absolutamente confiante" que seus planos para reavivar a economia e restaurar a estabilidade no sistema financeiro irão funcionar.

Em visita aos Estados Unidos, o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, disse que "haverá uma grande mudança regulatória" e que ele e Barack Obama apenas começaram a conversar sobre a necessidade de supervisão adequada. Brown afirmou que um "new deal" (novo acordo) global é possível nos próximos meses.

Geithner, por sua vez, disse que "estabelecemos um ambicioso, mas economicamente crucial objetivo de reduzir dramaticamente nossos déficits, assim que a recuperação esteja firmemente estabelecida e a estabilidade financeira tenha sido retomada". O plano do governo Obama prevê redução do déficit anual federal para US$ 533 bilhões até 2013. A administração Obama estima que o déficit total para 2009 é de US$ 1,75 trilhão, levando em conta o custo do pacote de estímulo econômico assinado pelo presidente no mês passado.

Obama e Brown reuniram-se hoje na Casa Branca para discutir uma resposta coordenada à crise financeira antes da reunião do G-20 em Londres no mês que vem.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host