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06/03/2009 - 18h49

Petróleo sobe e fecha no maior nível desde 26 de janeiro

Nova York - Os contratos futuros de petróleo fecharam com alta expressiva após relatos de que um navio-tanque carregando quase um milhão de barris apresentou problemas e inclinou na costa do Texas. O mercado já registrava alta antes disso, por conta da desvalorização do dólar ante o euro, e a notícia ajudou a sustentar os ganhos.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo para abril teve alta de US$ 1,91, ou 4,38%, para fechar em US$ 45,52 o barril, o maior preço desde 26 de janeiro. Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent para abril subiu US$ 1,21, ou 2,77%, para US$ 44,85 o barril.

Por volta das 16 horas (de Brasília), a Guarda Costeira dos EUA informou que o SKS Satille, um navio-tanque carregado com 950 mil barris de petróleo, apresentou problemas e inclinou 8 graus quando navegava a 65 milhas ao sul de Galveston Island, um porto próximo a Huston. Não houve feridos nem relato de vazamentos. O navio foi estabilizado e uma equipe de mergulhadores foi enviada ao local para avaliar como seriam feitos os reparos.

De acordo com o analista Nauman Barakat, da Macquarie Futures USA, o mercado foi afetado pela possibilidade de uma eventual perda da carga. "Seriam quase um milhão de barris que perderíamos de uma vez", comentou.

Antes disso, os preços do petróleo foram sustentados pelo enfraquecimento do dólar, abalado pelo aumento da taxa de desemprego nos EUA para 8,1% em fevereiro, a maior desde dezembro de 1983. O Departamento do Trabalho informou cortes de 651 mil empregos no país em fevereiro, em linha com a previsão dos economistas de 652 mil. Gene McGillian, analista da Tradition Energy, disse que, embora o relatório tenha ficado dentro das expectativas, os números mostraram a gravidade do estado da economia.

Enquanto isso, o mercado também avalia quais as chances de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciar um novo corte de produção na próxima reunião do cartel, em 15 de março, em meio a sinais de que a oferta da commodity (matéria-prima) estaria se ajustando ao contexto de demanda fraca.

Adam Sieminski, economista do Deutsche Bank, advertiu que a Opep precisa estar aberta à possibilidade real de que a demanda global irá cair mais que a atual estimativa de um declínio de 1,5 milhão de barris por dia. Se a Opep não reduzir mais a produção em 15 de março, poderá ter que fazê-lo mais tarde.

Shokri Ghanem, alta autoridade de petróleo da Líbia, disse que todas as opções serão estudadas, mas observou que a situação dos estoques melhorou e que não está "tão baixista (para os preços) quanto já esteve". Ele disse que a Opep precisa alcançar os níveis de redução já estabelecidos antes de realizar mais cortes. As informações são da Dow Jones.

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