UOL Notícias Notícias
 

15/03/2009 - 15h08

Arcebispo critica excomunhão de médicos brasileiros

Cidade do Vaticano - O arcebispo Rino Fisichella disse em um artigo no jornal do Vaticano que os médicos brasileiros não mereciam ser excomungados por realizarem um aborto na menina de 9 anos, de Recife, que ficou grávida de gêmeos após ter sido estuprada pelo padrasto, argumentando que eles estavam salvando a vida da criança.

A declaração é bastante incomum, porque as leis da Igreja Católica defendem a excomunhão automática em caso de aborto. Fisichella, que dirige a Pontifica Academia para a Vida, endossou o veto da Igreja ao aborto em ocasiões anteriores.

Ele defendeu um senso de "piedade" nestes casos e respeito à decisão difícil dos médicos, e criticou fortemente os demais integrantes da Igreja que condenaram publicamente os médicos e a mãe da garota.

"Antes de pensar em excomunhão, era necessário e urgente salvar a vida da inocente e trazê-la para um nível de humanidade que nós, homens da Igreja, deveríamos ser especialistas em defender", disse.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host