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02/04/2009 - 15h13

Bolsas da Europa terminam o dia com fortes ganhos

Londres - Os principais índices do mercado de ações europeu terminaram em alta pela terceira sessão consecutiva, guiados pelo forte desempenho dos papéis do setor financeiro diante da expectativa de que o pior momento para a economia mundial já passou. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 4,9%, a 188,11 pontos - segundo maior ganho registrado neste ano tanto em termos porcentuais e em pontos.

Em termos de mercados locais, o índice londrino FTSE-100 ganhou 169,36 pontos, ou 4,28%, para 4.124,97 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 152,45 pontos, ou 5,37%, para 2.992,06 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX avançou 250,85 pontos, ou 6,07%, para 4.381,92 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 teve alta de 373,70 pontos, ou 4,69%, para 8.334,70 pontos.

Os mercados de ações na Ásia e nos EUA também subiram forte, com os investidores animados com os recentes sinais de melhora no cenário econômico. "Temos tido surpresas relativamente positivas... Que emprestam credencial ao fato de que existem alguns sinais de futura estabilização na economia mundial", disse Edmund Shing, estrategista do BNP Paribas. "As pessoas estão colocando (aqueles dados) no quadro e dizendo: talvez o pior tenha ficado para trás", acrescentou.

Adicionalmente, os países do G-20, grupo que reúne grandes economias industrializadas e emergentes, concordaram com medidas para enfrentar a recessão econômica, incluindo a provisão de US$ 1 trilhão em recursos para o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras instituições. "Os formuladores da política estão determinados em evitar qualquer consequência adicional desta crise sobre a economia", disse Gerhard Schwarz, estrategista chefe global de ações da UniCredit Markets & Investment Banking.

"A economia ainda é certamente o fator mais importante para o mercado de ações. A esperança de que as coisas possam melhorar progressivamente no segundo trimestre ainda é válida", disse Schwarz.

O Banco Central Europeu (BCE) surpreendeu os mercados ao anunciar um corte menor que o esperado na taxa de juro de referência de 0,25 ponto porcentual para 1,25% ao ano. A maioria dos economistas esperava um corte de 0,50 ponto porcentual. Mas o otimismo logo retornou ao mercado, quando o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse em entrevista coletiva à imprensa que o banco vai decidir sobre novas medidas fora de padrão no próximo mês.

As ações de bancos registraram os melhores desempenhos por uma ampla margem na Europa: HSBC Holdings avançou 11,75% e Allied Irish Banks, 22,2%. "Em qualquer movimento de alta, aquelas que tinham caído mais são as que mais se recuperam e isso é típico do primeiro estágio de um mercado em alta", disse Shing do BNP Paribas.

Além disso, Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira dos EUA (FASB, na sigla em inglês) aprovou uma medida que dá às companhias flexibilidade em avaliar ativos hipotecários sem liquidez. "Isso pode ter um impacto positivo sobre os bancos porque eles não serão forçados a registrar tais imensas baixas contábeis", disse Shing.

O setor de montadoras também teve um forte desempenho, especialmente na Alemanha, depois dos dados de vendas melhores que o esperado anunciados pelas companhias nos EUA. As ações da Daimler dispararam 15,64%, enquanto as da BMW avançaram 14,84%. Em Milão, as ações da Fiat fecharam em alta de 27,12%. As informações são da Dow Jones.

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