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03/08/2009 - 10h37

Ibovespa sobe 1,79% e testa o nível dos 55 mil pontos

São Paulo - O mercado de ações renova o fôlego de alta neste primeiro pregão de agosto, levando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a testar novamente, já na abertura, os 55 mil pontos, marca registrada durante um dia na semana passada. Indicadores de atividade industrial melhores do que o esperado divulgados na China e na zona do euro, bons resultados de bancos no Reino Unido (HSBC e Barclays) e declarações de autoridades monetárias nos Estados Unidos, de que o fim da recessão está próximo, injetam mais otimismo às bolsas e estimulam a compra de ações de empresas relacionadas a matérias-primas (commodities). Às 10h33, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 1,79%, aos 55.743 pontos.

O petróleo era negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) acima de US$ 71 por barril, alta de mais de 3%. O cobre opera nos maiores níveis em dez meses na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), acompanhando os ganhos dos mercados asiáticos durante a madrugada, que refletiram na melhora do humor dos investidores após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos melhor que o esperado, na sexta-feira.

Os dados econômicos e os balanços endossam os sinais de recuperação da economia global. Agora, falta sair nos EUA o índice de atividade industrial de julho. A previsão é de continuidade do processo de recuperação para 46,5.

Os balanços divulgados no Brasil também estão sendo bem avaliados pelos analistas. O Bradesco anunciou hoje lucro líquido de R$ 2,297 bilhões no segundo trimestre (alta de 14,7%). O número inclui R$ 460 milhões líquidos de impostos por conta dos eventos extraordinários. Sem considerar a venda das ações na abertura de capital da VisaNet e a provisão contra calote, o lucro do Bradesco seria de R$ 1,837 bilhão - acima, portanto, do resultado de R$ 1,717 bilhão previsto pelos analistas. A Gafisa, por sua vez, viu seu lucro líquido crescer 35,1% no segundo trimestre, para R$ 57,768 milhões, em relação a igual período de 2008.

O resultado da produção industrial brasileira de junho, em linha com as estimativas dos analistas, não ofusca o bom desempenho do mercado. A produção industrial subiu 0,2% em junho, na comparação com maio, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com junho do ano passado, a produção caiu 10,9%.

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