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07/10/2009 - 11h38

Presidente da Santander comemora momento de oferta

São Paulo - O presidente do Santander, Fabio Barbosa, avalia que a oferta pública feita pelo banco, que levantou R$ 14,1 bilhões, foi feita "no momento perfeito", porque coincide com a saída do Brasil da crise. "O País foi um dos que menos sofreu e um dos primeiros a sair da crise. O Brasil sai mais fortalecido e nossa economia foi aprovada", disse, durante a cerimônia do início das negociações das units - certificados que representam 55 ações ordinárias e 50 preferenciais - do banco Santander Brasil. Sem comentar os resultados da oferta, o executivo destacou os avanços da economia brasileira nos últimos anos, com a continuidade da estabilidade econômica, alto estoque de reservas internacionais e as medidas do governo federal para minimizar os efeitos da crise financeira externa na atividade econômica.

A oferta de R$ 14,1 bilhões feita pelo Santander é a maior do mundo em 2009. A retomada do mercado de capitais foi ressaltada pelo presidente do banco. "O mercado de capitais merece destaque porque as operações voltaram com força", afirmou. Para Barbosa, a oferta consolida ainda o Santander como um dos maiores bancos do mundo e a oferta irá fortalecer a atuação do banco no Brasil. De acordo com o prospecto, os recursos levantados serão utilizados para reforçar o capital do banco e para a expansão das atividades no País.

Já na avaliação do presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, o volume de recursos levantados pelo Santander mostra que o mercado de capitais no Brasil é atrativo para o investidor estrangeiro. "Temos de precificar o País para sermos daqui a alguns anos não mais um país emergente e mudarmos de patamar", disse. Embora otimista, o executivo lembrou que os investidores estão mais seletivos e por essa razão apenas empresas com bom histórico de resultados terão sucesso em suas operações na Bovespa. Pinto espera ao menos mais duas ofertas públicas inicias (IPOs) para este ano. O volume de operações tende a aumentar a partir do primeiro semestre do ano que vem. "Tem muito dinheiro para vir ao País. O potencial do nosso mercado é algo impressionante", disse.

Edemir Pinto não quis apostar quando a Bovespa irá superar o ano de 2007, que foi recorde em relação ao volume financeiro de operações de oferta de ações. "O País tem um grande potencial, mas ultrapassar o recorde depende de uma conjuntura de fatores que inclui o andamento das economias nos EUA e na China", disse.

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