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11/11/2009 - 16h59

Há duas Itaipus nos canaviais, diz líder sucroalcooleiro

São Paulo - O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, afirmou hoje que o governo brasileiro priorizou a energia de termoelétricas que utilizam diesel e carvão, ao invés da bioeletricidade gerada a partir do bagaço de cana. "Existem duas Itaipus nos canaviais brasileiros. O setor sucroalcooleiro poderia produzir 15% da energia de que o Brasil necessita", disse. Para Jank, se a energia de cana fosse utilizada, o que ocorreu em Itaipu ontem à noite não provocaria um apagão generalizado no País. "Teríamos um fornecimento regional assegurado", afirma.

O executivo participou do Fórum Exame de Sustentabilidade, realizado hoje em São Paulo. No evento, Jank disse também que o Brasil é a economia de baixo carbono de maior sucesso do mundo, com uma matriz energética 46% vinda de fontes renováveis. "E 28% deste total vem da utilização de etanol, bioeletricidade, biodiesel e de carvão vegetal vinda de florestas plantadas", disse. Segundo ele, contudo, a falta de políticas públicas coerentes de longo prazo no País impede que estas experiências positivas sejam maximizadas.

Segundo o presidente da Unica, também faltam regularização do direito de propriedade e fiscalização. Estes dois fatores foram apontados como as soluções para o problema do desmatamento da Amazônia. "Não precisamos de ajuda internacional para proteger a Amazônia. O Brasil precisa de vergonha da cara", disse Jank em meio a aplausos da plateia.

Segundo ele, cerca de 80% nas terras na Amazônia não possuem proprietários oficiais e sofrem a grilagem. "A grande parte do desmatamento da região amazônica é provocado por grileiros, pela ilegalidade. Não é provocada por agentes econômicos oficiais ou pela agricultura", disse ele. Jank disse que se houvesse uma regularização destas terras, se a posse fosse oficializada e comprada, e a fiscalização fosse eficiente, o desmatamento iria cair de forma drástica. "Hoje o efetivo de fiscais existentes na região é muito pequeno e não conseguem trabalhar de maneira eficiente", afirma.

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