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06/01/2010 - 11h10

Bovespa abre em baixa de olho em dado nos EUA

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa hoje, sintonizada com o clima de cautela que prevalece nas bolsas internacionais. O que deverá definir se a Bovespa partirá mesmo para um ajuste negativo ou se continuará defendendo os 70 mil pontos é o resultado da pesquisa ADP de dezembro sobre vagas no setor privado, que sai às 11h15 nos Estados Unidos, considerada um indicador do dado mais amplo do governo dos EUA do mercado de trabalho (payroll), previsto para esta sexta-feira. Às 11h09, o índice Bovespa (Ibovespa) caía 0,13%, aos 70.147 pontos.

Ontem, a Bolsa voltou a mostrar firmeza, registrando valorização de 0,28%, aos 70.239, com volume financeiro mais forte, de R$ 7,12 bilhões, influenciada por compras de investidores estrangeiros, que mantiveram as ações Vale no topo da lista. Portanto, hoje, seria natural uma realização de lucros. Mas se o dado de emprego nos EUA for bom e o mercado internacional reagir bem ao número, a Bovespa pode adiar uma correção de preços e estender os ganhos. "O Ibovespa já está num nível elevado, mas com a retomada da economia o mercado de ações pode continuar subindo. Hoje, a tendência é a Bolsa trabalhar mais perto da estabilidade ou passar por um ajuste negativo", diz o analista da XP Investimentos William Castro Alves.

O persistente otimismo no mercado de metais pode continuar estimulando compras de ações da Vale. A ação preferencial (PNA), com os ganhos desses dois primeiros pregões do ano, registra ganho de 4,57%, quase o dobro do acumulado pelo Ibovespa, 2,41%. Os preços dos metais esta manhã sustentam a alta, na contramão da cautela nas bolsas e no petróleo e do dólar estável e do encerramento da greve de dois dias na mina de cobre Chuquicamata, no Chile. O cobre atingiu o maior nível em 16 meses em Londres, impulsionado por compras chinesas e pela demanda firme de investidores.

Já o petróleo em Nova York apresenta baixa moderada, mas segue acima de US$ 81 o barril, com os investidores sem querer assumir posições até conhecer os dados semanais de estoques do óleo e derivados que serão divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA às 13h30. Também sai nos EUA hoje o ISM do setor de serviços de dezembro, que tem potencial para mexer com os preços dos ativos e a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), no final da tarde.

O dado da produção industrial brasileira, que mostrou queda de 0,2%, na margem, em novembro, e crescimento de 5,1% na comparação com novembro de 2008, não deve ter reflexo nos negócios na Bolsa. Os investidores em ações enxergam esse indicador como um dado antigo e que não muda em nada a percepção positiva para a economia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa queda na produção em novembro é "uma acomodação em função de crescimentos anteriores e não altera a trajetória de crescimento do setor industrial".

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