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07/01/2010 - 10h14

Dólar comercial abre em alta de 0,06%, a R$ 1,74

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,06%, negociado a R$ 1,74 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,46%, cotada a R$ 1,739. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações de hoje em alta de 0,43%, a R$ 1,74.

No exterior, a moeda norte-americana também registra alta, o que contribui para o movimento da moeda no Brasil. A perspectiva é de que a moeda norte-americana tem mais espaço para subir do que para cair, especialmente por conta da conta comercial brasileira. Embora o saldo tenha ficado acima do previsto (superávit de US$ 24,615 bilhões), o número foi beneficiado pela queda das compras feitas no exterior, o que não se deve repetir em 2010.

Para o mercado, isso vai alimentar a discussão em torno da taxa de câmbio ideal, envolvendo empresas e os ministérios da Fazenda, do Planejamento e o Banco Central. É neste ambiente que, no fim do ano passado, passou a ser cobrado Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as entradas de capital estrangeiro no Brasil.

Em 2010, outras questões se somam ao debate. O fato de o Brasil depender, mais do que nunca, de investimentos estrangeiros é um dos fatores a serem considerados. Ao mesmo tempo, existe a vontade do governo, em ano eleitoral, de manter o crescimento, o que poderia impedir novas medidas contra a entrada de dólares no País. Isso poderia aumentar o problema da conta comercial.

O fato é que, nos últimos dias de 2009, o governo regulamentou o Fundo Soberano do Brasil, que poderá colocar o Tesouro no mercado de câmbio como grande comprador de dólares. Este mecanismo, se for usado, pode resolver a questão da pressão de baixa na taxa cambial. As entradas continuariam fortes, mas o Tesouro atuaria comprando o excesso de dólares, juntamente com o Banco Central. O movimento impediria a sobrevalorização do real e garantiria um preço mínimo da moeda para o exportador.

As críticas são de que, com isso, o governo passaria a interferir na política monetária e no papel do Banco Central. Hoje, ainda serão divulgados dados sobre auxílio-desemprego nos EUA, o que tem potencial para mexer com o mercado.

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