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08/01/2010 - 11h07

Bovespa abre em alta de olho em dado nos EUA

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta hoje, mas o comportamento durante o dia vai depender do resultado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos (payroll), que vai determinar, para o bem ou para o mal, o rumo dos negócios hoje em todos os mercados. Apesar da cautela, o tom do dia é positivo nas bolsas norte-americanas e europeias, refletindo a expectativa favorável em relação ao relatório de emprego de dezembro nos EUA que será apresentado às 11h30. Às 11h05, o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,21%, aos 70.597 pontos.

As estimativas para o payroll de dezembro são bastante divergentes e o único consenso é de que o relatório será o melhor desde pelo menos dezembro de 2007. As previsões consensuais variam de perda de 10 mil vagas a aumento de 15 mil postos de trabalho em dezembro. Os mais otimistas preveem criação de 85 mil vagas em dezembro e os mais pessimistas projetam corte de 35 mil postos. A taxa de desemprego não deve apresentar alteração significativa, ficando entre 10% e 10,1%.

Se o payroll confirmar essa expectativa de melhora do emprego, o mercado de ações deve reagir com euforia ao dado, mas depois há o risco de operar com mais cautela pois tendem a aumentar as preocupações em relação às estratégias de saída da crise e eventual receio de aumento de juro nos EUA. Caso venha um payroll pior do que o estimado, o mercado de ações, principalmente o brasileiro, tem espaço para dar prosseguimento à realização de lucros. Ontem, a Bovespa fechou em baixa moderada, de 0,39%, interrompendo oito pregões seguidos de ganhos, mas segurou os 70 mil pontos.

Do lado corporativo, as ações da ações da CSN estão no foco das atenções, após a companhia de cimentos portuguesa Cimpor ter rejeitado a oferta de compra lançada pela siderúrgica brasileira, de US$ 5,5 bilhões. O conselho de administração da Cimpor informou que a oferta "subavalia significativamente a empresa". Segundo comunicado enviado ao mercado, o conselho de administração considera a oferta "oportunista, irrelevante e perturbadora da atividade da empresa". Segundo um analista, o risco é a CSN insistir no negócio e oferecer um preço ainda maior, o que teria impacto negativo nos preços do papel.

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