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08/01/2010 - 10h08

Dólar comercial abre em alta de 0,29% a R$ 1,75

São Paulo - O dólar comercial abriu em alta de 0,29%, negociado a R$ 1,75 no mercado interbancário de câmbio. O mercado financeiro aguarda a divulgação dos dados de trabalho nos Estados Unidos mostrando tranquilidade, já que algumas apostas de última hora levantam a possibilidade de que os números de dezembro coloquem fim a dois anos consecutivos de perdas de vagas. Mas como a ideia não é consensual, as estimativas que os investidores têm em mãos são muito divergentes. Isso aumenta a probabilidade de a volatilidade dos ativos crescer a partir do anúncio dos números, às 11h30, já que as reações nos preços partem dessas previsões.

Na dúvida, o mercado de moedas não faz apostas agressivas, mas dá um pouco de espaço ao otimismo. E, nesse caso, o otimismo representa economia dos EUA caminhando firme rumo à recuperação e dólar fortalecido. Na Europa houve dados negativos nesta manhã, mas as boas perspectivas para o setor bancário - epicentro da crise internacional - ajudam a manter o tom positivo do início do dia.

A taxa de desemprego na região subiu para 10% em novembro, a maior desde agosto de 1998. Também superou um pouco as previsões de economistas, de 9,9%. O Produto Interno Bruto da zona do euro subiu 0,4% no terceiro trimestre ante o segundo, mas caiu 4,0% frente a igual período de 2008, praticamente em linha com as previsões. No Reino Unido, dado divulgado hoje mostrou que o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,5% em dezembro ante novembro e saltou 3,5% ante dezembro de 2008. Essa é a maior alta anual desde janeiro de 2009.

No Brasil, a percepção é de que o exterior continuará sendo a principal influência nas cotações do mercado de câmbio. Mas os investidores ficarão de olho no fluxo. A liquidação da captação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de US$ 1 bilhão, feita no dia 5, ocorrerá no dia 12, o que levaria a supor que o fechamento do câmbio ocorreria hoje. Porém, os próprios operadores ponderam que os recursos podem ser trazidos aos poucos para o País e, assim, o impacto em cotações seria diluído. Ainda com relação ao fluxo, o mercado ficará de olho nas movimentações do Votorantim. O banco está preparando uma emissão de bônus de 10 anos. As informações são de que a operação ocorrerá na metade da próxima semana.

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