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12/01/2010 - 16h26

Bolsas europeias fecham em baixa, com aperto na China

Londres - As principais Bolsas europeias fecharam o dia em baixa, pressionadas pelos temores de desaceleração da expansão econômica da China e pelo desapontamento com o início da temporada de balanços nos Estados Unidos. A gigante Alcoa divulgou um lucro abaixo do esperado no quarto trimestre, esfriando o humor do mercado.

Em Londres, o índice FT-100 caiu 0,71%, para 5.498,71 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 1,06%, para 4.000,05 pontos, enquanto o índice Dax-30, de Frankfurt, registrou baixa de 1,61%, aos 5.943,00 pontos. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri recuou 0,90%, para 11.966,10 pontos.

Até quinta-feira, quando o Banco Central Europeu (BCE) anuncia sua decisão sobre juro, o sentimento do mercado será dominado pelos balanços das companhias americanas. E os números da Alcoa não foram bem recebidos. "(Eles) deixaram muitos (investidores) mais nervosos com relação à temporada de balanços. Se o tema 'desapontamento' continuar, muitas pessoas que previam um forte primeiro trimestre podem bem estar erradas", disse James Hughes, analista de mercado da CMC Markets.

As ações de companhias do setor de mineração lideraram as perdas, devolvendo parte dos recentes ganhos. Xstrata caiu 3,33%, Anglo-American recuou 2,60%, BHP Billiton registrou baixa de 2,30% e Rio Tinto perdeu 1,81%. Esse setor tinha acumulado um forte ganho desde o início do ano e, por isso, as mineradoras são extremamente sensíveis as dúvidas sobre o crescimento global, segundo Bernard McAlinden, estrategista do NCB Stockbrokers.

Hoje, o Banco do Povo da China (o banco central chinês) aumentou o compulsório bancário em yuan, o que levantou dúvidas sobre o futuro vigor do crescimento econômico chinês. "É uma forma de aperto (da política)", disse McAlinden. No entanto, ele acredita que a medida provavelmente tem como objetivo gerenciar a economia, em vez de matar o crescimento. "Na China, eles têm visto uma atividade econômica surpreendentemente forte e existe uma preocupação de que esteja se desenvolvendo as condições para uma bolha", disse.

Ad van Tiggelen, estrategista do ING Investment Management, acredita que a correção de hoje no setor de mineração era esperada diante do resultado abaixo do esperado da gigante de alumínio Alcoa, assim como as novas medidas na China. "Os lucros das mineradoras em 2010 provavelmente serão mais influenciadas pelo vigor da recuperação econômica nos EUA e na Europa do que pela demanda chinesa, que deve permanecer forte", mesmo com o aperto na política da China, disse. As informações são da Dow Jones.

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