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12/01/2010 - 11h12

Bovespa abre em baixa com noticiário negativo

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encontra hoje mais espaço para dar continuidade à realização de lucros iniciada na semana passada e que ontem teve uma pequena trégua. A decisão do Banco Central da China em aumentar o compulsório bancário após ter elevado novamente o juro no mercado interbancário, o resultado decepcionante da Alcoa divulgado ontem à noite e que provocou queda de mais de 5% nas ações e a alta de 0,27% do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) na primeira prévia de janeiro compõem o cardápio de notícias negativas de hoje, que se caracteriza por uma agenda fraca no Brasil e no exterior. Às 11h09, índice Bovespa (Ibovespa) cedia 1,09%, aos 69.665 pontos.

O Ibovespa estava alinhado com a baixa verificada nas principais praças europeias, onde a perda supera 1%, tendo à frente as ações das empresas ligadas às commodities. Nos Estados Unidos, os índices futuros de ações registram baixa de 0,68%. O petróleo é cotado abaixo de US$ 82 em Nova York, cedendo ao frio menos intenso nos EUA.

Essa baixa sinalizada da Bolsa é vista com tranquilidade pelos investidores, que enxergam nesse noticiário desfavorável do dia muito mais um motivo para embolsar mais lucros do que para maiores preocupações, enquanto esperam a divulgação de novos balanços nos EUA esta semana (Intel e JPMorgan), a reunião do BC europeu na quinta-feira e novos indicadores norte-americanos de atividade. "Alguns papéis na Bovespa subiram muito e precisam de um ajuste, de um respiro corretivo", disse uma fonte.

O resultado do quarto trimestre da Alcoa não é uma boa notícia, destaca uma fonte, mas não pode ser visto como uma sinal de que os outros balanços também serão fracos. "Na verdade, o mercado precisava de uma boa desculpa para seguir realizando lucros", comentou um operador. A Alcoa teve prejuízo líquido de US$ 277 milhões (US$ 0,28 por ação) no período entre outubro e dezembro de 2009.

As ações da Vale devem acompanhar o tom geral de realização de lucros, com os investidores atentos aos desdobramentos da notícia de que maiores mineradoras do mundo estão levando à frente as negociações de preço do minério de ferro com o Japão, enquanto deixam seu maior cliente, a China, na geladeira, segundo reportagem do jornal britânico Financial Times. As três principais produtoras mundiais de minério de ferro - a Vale e as anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton - marginalizaram Pequim nas negociações anuais para fixar um preço contratual de referência, diz o jornal.

Em relação à Petrobras, merece destaque a notícia de que a petroleira estatal turca Turkish Petroleum Corporation, ou TPAO, assinou um acordo com a ExxonMobil e a Petrobras para a exploração de hidrocarbonetos em águas profundas do Mar Negro. A ExxonMobil e a Petrobras terão uma fatia de 25% cada uma nos blocos TPAO-Petrobras da costa da Turquia no Mar Negro, enquanto a TPAO ficará com a fatia restante de 50%, disse a Exxon em comunicado.

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