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13/01/2010 - 19h30

Petróleo fecha abaixo de US$ 80 com alta de estoques

Nova York - O preço dos contratos futuros do petróleo caiu, pressionado por dados do governo dos EUA que mostraram um aumento nos estoques norte-americanos da commodity e de outros combustíveis. O contrato do petróleo para fevereiro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) recuou US$ 1,14, ou 1,41%, para US$ 79,65 por barril, com mínima de US$ 78,37 e máxima de US$ 80,67 ao longo da sessão.

Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para fevereiro - que vence amanhã - caiu US$ 0,99, ou 1,24%, para US$ 78,31 por barril. O contrato do petróleo tipo Brent para março perdeu US$ 1,01, ou 1,26%, para US$ 78,82 por barril.

Dados do Departamento de Energia dos EUA (DOE) apresentados hoje mostraram que os estoques de petróleo cresceram 3,699 milhões de barris na semana encerrada em 8 de janeiro, superando a projeção de analistas, que era de alta de 1 milhão de barris. Os estoques de gasolina subiram 3,791 milhões de barris, quase quatro vezes mais do que o aumento de 1 milhão de barris previsto por analistas, enquanto os estoques de destilados - categoria que inclui o diesel e o óleo para calefação - cresceram 1,353 milhão de barris, ante projeção de queda de 1,8 milhão de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias subiu para 81,3%, de 79,86% na semana anterior. A estimativa era de avanço para 80%.

Os dados surpreenderam os investidores, que desde o final do ano passado empurraram os preços da commodity para além de US$ 80,00 por barril, em meio à expectativa de que a recuperação econômica em breve aqueceria o consumo de combustíveis, contribuindo para reduzir os estoques.

Segundo o DOE, o volume de derivados de petróleo distribuídos nos EUA caiu aproximadamente 1% nas quatro semanas encerradas em 8 de janeiro em relação a igual período do ano passado, quando a economia do país ainda sofria os impactos mais severos da recessão.

O dado, que contabiliza qual foi a quantidade de derivados removida de refinarias, dutos e outras fontes ligadas à produção, é utilizado como um dos medidores do consumo de combustíveis nos EUA e contribuiu para alimentar a percepção de que talvez o avanço recente dos preços do petróleo tenha sido exagerado.

"Vamos continuar observando uma batalha entre as expectativas sobre a economia, que motivaram a alta dos preços até a semana passada, e a fraqueza dos fundamentos, que foi trazida à tona pelo relatório" do DOE, afirmou Gene McGillian, analista da Tradition Energy. As informações são da Dow Jones.

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