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15/01/2010 - 18h32

Investidor embolsa lucros e Bolsa tem 2ª queda seguida

São Paulo - Um temor generalizado tomou conta dos investidores nesta sexta-feira, antes do feriado nos Estados Unidos (Dia de Martin Luther King Jr.) na segunda-feira e de uma semana repleta de balanços corporativos na economia americana. No Brasil, a proximidade do primeiro vencimento de opções sobre ações de 2010 só reforçou a volatilidade das blue chips e o índice Bovespa embarcou no segundo dia de queda. O Ibovespa fechou em queda de 1,18%, aos 68.978,30 pontos. Na variação porcentual, é o maior recuo num pregão desde 21 de dezembro passado. Ao longo do dia, o índice marcou a máxima de 69.787,85 pontos e a mínima de 68.695,30 pontos. Na semana, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou perda de 1,82%, enquanto no mês a alta é de 0,57% e, em 12 meses, +76,19%.

O volume de negócios, também sob influência da cautela e do vencimento de opções, caiu sobre o dia anterior. Hoje, segundo dados ainda preliminares, o giro foi de R$ 6,40 bilhões, ante os R$ 6,87 bilhões de ontem.

"O mercado está com um pouco de medo e por isso decidiu sair de ativos de risco hoje", afirmou George Sanders, gestor de renda variável da Infinity Asset Management. Por isso, o dólar ganhou força ante outras moedas e as commodities passaram a cair, enquanto o petróleo enfrentou seu quinto dia consecutivo de perdas.

Para os operadores, os dados que chegam dos Estados Unidos ainda não são fortes o suficiente para embasar nenhum otimismo - muitas vezes, eles vieram em linha ou abaixo do esperado, quase nunca acima. Além disso, a situação financeira da Grécia ainda inspira cuidados. No caso da Bolsa brasileira, os operadores interpretam a queda como uma correção, mas não uma tendência baixista. "Depois de tanta alta, é normal uma realização de lucros", disse um profissional.

As blue chips Petrobras e Vale sofreram hoje com a volatilidade trazida pela expectativa com o vencimento de opções. No caso da Petrobras, esse foi um fator adicional de impacto, para um papel que já vem caindo há dias por conta das indefinições sobre a capitalização da estatal e as quedas nas cotações do petróleo no mercado internacional. A ação ordinária (ON) acabou o dia em alta e subiu 0,60%, a R$ 39,99, enquanto a preferencial (PN) ganhou 0,22%, para R$ 35,75.

Já a Vale, cujas ações estavam se beneficiando até agora das boas perspectivas de reajuste no minério de ferro, hoje, além da proximidade do vencimento de opções, enfrentou o efeito das notícias de que a China descobriu 5 bilhões de toneladas de reservas de recursos de minério de ferro, sendo 1 bilhão de toneladas de reservas provadas (mais viáveis de aproveitamento). Isso pode ser benéfico para as siderúrgicas chinesas, mas nem tanto para as grandes mineradoras mundiais como a Vale.

A empresa brasileira também confirmou hoje que negocia aquisição de ativos de fertilizantes com a Bunge no Brasil. De acordo com fato relevante, a Vale está em negociações por meio de uma de suas controladas, de ativos de fertilizantes do Grupo Bunge por até US$ 3,8 bilhões. Vale ON perdeu 1,29%, a R$ 53,45, enquanto a ação PNA teve retração de 0,52%, a R$ 46,14.

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