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16/01/2010 - 11h10

Filhos de funcionária da ONU no Haiti voltam a Brasília

Brasília - Dois filhos de uma funcionária brasileira das Organizações das Nações Unidas (ONU), que passavam férias no Haiti, foram trazidos para Brasília hoje pela manhã por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Paulo Victor Nicolini, 22 anos, e João Carlos Nicolini, 23 anos, estavam num hotel em Porto Príncipe no momento do terremoto. O prédio desabou após o tremor de terra. João Carlos teve uma luxação no braço, enquanto Paulo Victor não sofreu ferimentos.

Paulo Victor contou, ao chegar a Brasília, que 80% dos hóspedes do hotel devem ter morrido quando o prédio desabou. Ele disse que, ao ouvirem o barulho, correram para debaixo da porta do quarto do hotel, seguindo as recomendações de segurança em caso de terremoto. Foi isso, afirmou Paulo Victor, que salvou os dois. "Não sei como estamos vivos. Demos sorte", disse.

Depois do terremoto, os irmãos permaneceram próximos ao hotel, que foi construído sobre uma montanha na cidade de Porto Príncipe, por aproximadamente 24 horas à espera de resgate. Como a ajuda não chegou, os dois desceram a pé na manhã do dia seguinte. A mãe dos dois, Eliana Nicolini, estava no prédio da ONU na hora do terremoto e não sabia do paradeiro dos filhos.

Na tentativa de encontrá-los, ela deixou o prédio da ONU e foi andando até o hotel em que estavam hospedados, uma distância de aproximadamente 25 quilômetros. Ao encontrar o hotel destruído, imaginou que os filhos tinham morrido.

Horas depois, ela os encontrou junto a um grupo de franceses. "Ela chorou muito", restringiu-se a dizer João Carlos. Eliana permanecerá no Haiti a serviço das Nações Unidas. "Ela está a trabalho. Não pode sair de lá", afirmou João Carlos.

Os dois irmãos haviam viajado para o Haiti no dia anterior ao terremoto. De férias, eles deixaram Miami para visitar a mãe em Porto Príncipe. Paulo Victor e João Carlos chegaram ao Brasil na sexta-feira, num voo que trouxe outros dois brasileiros que estavam em Porto Príncipe. Eles passaram a noite no Rio de Janeiro, onde foram submetidos a exames. Ao chegar a Brasília, foram recebidos pelos irmãos, pala avó e pela madrasta. Agora, dizem, querem apenas descansar.

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