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21/01/2010 - 11h08

Bovespa abre em alta com China e de olho nos EUA

São Paulo - A cautela reveste o pregão de hoje da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em alta, com os investidores assimilando os fortes dados da atividade chinesa, divulgados nesta madrugada, e a série de balanços corporativos norte-americanos previstos para o dia. Depois da queda de ontem, que levou o índice Bovespa (Ibovespa) à maior perda porcentual desde novembro do ano passado, analistas já começam a avaliar se há espaço para outra realização forte da Bolsa, ou se o cenário de retomada ainda favorável para 2010 abre espaço para uma recuperação de preços. Às 11h065, o Ibovespa marcava alta de 0,08%, aos 68.251 pontos.

O dia amanheceu com números fortes vindos da China, que fechou 2009 com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,7%, embalado por uma robusta expansão de 10,7% da economia no quarto trimestre do ano passado. Porém, a inflação chinesa surpreendeu para cima em dezembro, com um avanço de 1,9%, em base anual, reforçando a expectativa de mudanças na condução da política de estímulos do gigante asiático para 2010 por causa da elevação das pressões inflacionárias.

Ontem, esse temor penalizou as bolsas ao redor do mundo, com a Bovespa encerrando em queda de 2,44%, aos 68.200,07 pontos, revertendo os ganhos em janeiro para uma desvalorização de 0,57%. Porém, para hoje, o cenário tende a ser diferente. "Ontem a Bolsa caiu bastante, abrindo uma janela de oportunidades para recompor as carteiras em alguns ativos", comenta o economista da Gradual Corretora, André Perfeito.

Segundo ele, os números chineses são, em geral, positivos para o Brasil em duas pontas: no lado do setor externo, com a demanda do maior parceiro comercial brasileiro em alta, e no lado das commodities, o que favorece as principais empresas brasileiras listadas na Bovespa. Perfeito comenta também que não se deve ver com pessimismo o avanço da inflação na China. "É um bom problema. O temor, antes, era a deflação", afirma o economista, que acrescenta: "se está tirando os incentivos é porque o cenário para o nível de atividade ao longo de 2010 é positivo".

Além da China, os investidores também estarão de olho nas notícias vindas dos EUA, em safra de balanços financeiros. O destaque hoje são os números do Goldman Sachs. O banco norte-americano tem mostrado uma boa gestão, que passou praticamente incólume à crise, e deve trazer números favoráveis. A agenda de indicadores norte-americanos também merece atenção, com o ponto alto do dia nos dados dos indicadores antecedentes de dezembro e da atividade industrial de janeiro na região da Filadélfia.

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