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21/01/2010 - 10h07

Dólar comercial abre em alta de 0,11% a R$ 1,794

São Paulo - O dólar comercial iniciou em alta de 0,11% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,794. As trajetórias dos ativos e os motivos que as provocam se repetem nos mercados financeiros internacionais e devem pautar os negócios também no Brasil. Na Europa, a Grécia espalha temores de insolvência e fraqueza econômica, derrubando o euro, que já está na casa de US$ 1,40. Na China, os dados macroeconômicos corroboram, mais uma vez, que está em funcionamento a equação formada por atividade aquecida e pressão inflacionária e isso provocou mais uma elevação do juro de três meses, além de gerar expectativas de novas altas de compulsório e de taxas no curto prazo.

A expectativa dos operadores é de que o dólar dê continuidade ao movimento de alta de ontem e no rastro da valorização que registra no exterior. "A cotação deve seguir rumo a R$ 1,80", resume um experiente operador da mesa de câmbio de um banco. Ontem, o mercado à vista encerrou o pregão cotando a moeda norte-americana a R$ 1,792, com alta de 1,13%.

A pressão de alta do dólar ante o real tem sido potencializada por fatores domésticos. A despeito das fortes captações registradas neste início de ano, os analistas reavaliam as expectativas anteriores para as contas externas e isso tem levado alguns a acreditarem que os investimentos estrangeiros possam ser um pouco menores do que o previsto.

Além disso, o governo convenceu o mercado de que o Tesouro pode vir a ser um agente importante na ponta de compra do mercado doméstico de câmbio durante 2010. Ao mesmo tempo, o BC mostrou, em vários pregões deste ano, que pode também ser mais agressivo nas suas intervenções diárias. Por fim, o mercado está vislumbrando uma disputa eleitoral acirrada e, depois que o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, levantou a possibilidade de que se o partido vencer a disputa presidencial poderá promover alterações de política econômica, o mercado ficou inquieto.

Hoje, há duas possibilidades para aliviar essas duas influências de alta do dólar. A primeira é técnica: a entrada forte de exportadores na venda, para aproveitar o dólar alto. A segunda é a agenda externa. A safra de balanços dos Estados Unidos segue forte. Ainda antes da abertura das bolsas, sai o resultado do Goldman Sachs. Depois do fechamento dos negócios, será a vez de Google, American Express e AMD. E ainda tem os indicadores macroeconômicos: auxílio-desemprego (11h30), antecedentes do Conference Board e atividade industrial do Fed da Filadélfia (13 horas). Às 13h30, serão divulgados os estoques de petróleo.

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