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21/01/2010 - 16h10

Europa fecha em baixa com notícias da China e EUA

Londres - As principais bolsas europeias fecharam em baixa após uma sessão volátil. Parte da incerteza foi gerada pelo crescimento acima do esperado do PIB da China no quarto trimestre, segundo Michael Hewson, da CMC Markets. Além disso as preocupações sobre a proposta do governo dos EUA para impor novos limites ao tamanho e risco tomados pelos maiores bancos do país também pesaram sobre as ações europeias. E os indicadores econômicos negativos dos EUA esfriaram qualquer entusiasmo gerado pelo forte balanço do quarto trimestre anunciado pelo Goldman Sachs.

Em Londres, o índice FT-100 caiu 85,70 pontos (1,58%) e fechou com 5.335,10 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 66,79 pontos (1,70%) e fechou com 3.862,16 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 caiu 104,56 pontos (1,79%) e fechou com 5.746,97 pontos.

As ações de companhias mineradoras registraram um novo tombo e os bancos também caíram, pressionados pelas preocupações sobre o crescimento econômico e regulamentação mais severa. "Pode ter havido alguma reação ao índice da Filadélfia", disse David Page, estrategista da Investec Securities. A leitura do índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia ficou abaixo das expectativas em 15,2 em janeiro, de 22,5 em dezembro.

Page disse que o sentimento ficou ligeiramente negativo no mercado em virtude das preocupações dos investidores com as implicações de uma regulamentação potencial mais apertada no setor bancário na Europa e nos EUA. Ao mesmo tempo, continua o nervosismo com relação ao destino dos bancos gregos.

Nesta quinta-feira surgiram novas preocupações sobre a habilidade da Grécia em preencher suas necessidades de financiamento, o que levou os spreads dos bônus de 10 anos do governo grego a alcançarem novos níveis recordes sobre os Bunds alemães. Em Atenas, as ações do EFG Eurobank Ergasias e do Emporiki Bank of Greece caíram mais de 5%.

Em Londres, as ações do Royal Bank of Scotland caíram 7,05% e as do Lloyds recuaram 5,66%, depois que o presidente dos EUA, Barack Obama, deu os contornos das regras que impedem os bancos de investir em fundos hedge.

"O setor bancário vai enfrentar um ambiente de negócios e regulatório mais duro no futuro. Isso também vai tornar a vida difícil para os mercados no geral", disse Peter Dixon, estrategista do Commerzbank.

Além disso, o crescimento da produção do setor privado nos 16 países que compõem a zona do euro desacelerou em janeiro. No mercado de câmbio, o euro voltou a escorregar abaixo dos US$ 1,41. "Contra este pano de fundo, os mercados estão um tanto sob pressão", disse Page, da Investec.

As preocupações de que o aperto monetário na china vai sufocar o crescimento naquele país atingiram duramente as mineradoras na quarta-feira e o setor voltou a cair hoje, em reação a forte queda dos preços dos metais. As ações da Rio Tinto caíram 4,95%, as da Anglo American recuaram 6,15% e as da Xstrata fecharam em baixa de 3,77%.

Por outro lado, as ações de companhias de saúde e produtoras de alimentos - tradicionalmente apostas mais defensivas - se mantiveram firmes. As ações da farmacêutica AstraZeneca shares 0,97%, depois de terem sido elevadas para "overweight" pelo Morgan Stanley em antecipação aos cortes nos gastos com pesquisa. No setor de alimentos, as ações da Nestlé subiram 1,70%.

Em Milão, o índice FTSE/MIB caiu 249,56 pontos (1,08%) e fechou com 22.876,46 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 recuou 265,00 pontos (2,26%) e fechou com 11.444,00 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 96,70 (1,16%) e fechou com 8.241,21 pontos. As informações são da Dow Jones.

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