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22/01/2010 - 17h24

Mãe achou que filho não iria sobreviver com agulhas

Salvador - O menino de 2 anos e 8 meses ferido com dezenas de agulhas, em Ibotirama (BA), recebeu alta médica na manhã de hoje do Hospital Ana Neri, na capital baiana, após passar 36 dias internado na unidade. Antes de deixar o hospital, a mãe da criança, a doméstica Maria Souza Santos, de 38 anos, contou que não acreditava que o menino fosse sobreviver. "Depois que vi a primeira radiografia, lá na minha cidade, entendi que a situação era muito grave", lembra.

Maria agradeceu o apoio da população, o esforço dos médicos e os presentes que recebeu - dezenas de brinquedos, além de uma reforma na casa da família, na qual mora com a mãe e os seis filhos, em Ibotirama.

A mãe também disse não ter motivo para perdoar o ex-companheiro Roberto Carlos Magalhães, de 30 anos, que confessou ter inserido as agulhas na criança. "Como é que vou perdoar o assassino que queria matar meu filho?", argumentou.

Magalhães foi denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio qualificado, junto com a suposta amante, Angelina Ribeiro dos Santos, de 47 anos, que nega ter participado do crime. Os dois estão detidos em delegacias de municípios do oeste baiano. As penas previstas para o crime vão de 4 a 20 anos de prisão.

De acordo com o delegado de Ibotirama, Hélder Fernandes Santana, a Justiça determinou que seja realizado exame de sanidade mental em Magalhães. De acordo com ele, ainda não há data marcada para o procedimento, que será feito em Salvador.

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