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26/01/2010 - 05h21

Preso suspeito de passar trotes na PM desde 2006

Em São Paulo
Um vigilante de 28 anos foi detido ontem na região central de São Paulo, suspeito de aplicar trotes na Polícia Militar desde o ano de 2006. Segundo a corporação, ele costumava ligar para o 190 e comunicar crimes graves, nunca constatados pelas equipes enviadas aos locais citados.

Nas ligações, o suspeito, que não teve o seu nome divulgado, passava as próprias características como as do suposto criminoso. Ele foi descoberto após uma ligação feita à PM, com a afirmação de que um homem de camisa vermelha e calça cinza efetuava disparos em frente à Estação Brás do metrô. Policiais da 3ª Companhia do 45º Batalhão foram ao local e encontraram o vigilante, que tinha as mesmas características passadas pelo denunciante.

Os PMs conversaram com diversas testemunhas, que afirmaram não ter visto nenhuma movimentação no local como aquela descrita na denúncia.

Para esclarecer o caso, os policiais entraram em contato com a Central de Operações da corporação (Copom) e pediram que alguém ligasse para o denunciante. Neste momento, tocou o telefone celular do vigilante. A ligação era do Copom.

Com o nome do suspeito em mãos, a Central fez um levantamento e constatou que ele está envolvido em outros cinco trotes, feitos desde 2006. As comunicações são diversas, como tentativa de roubo e disparo de arma de fogo. Sempre que os policiais se dirigiam aos locais citados nas denúncias, não encontravam indício nenhum de crime, mas acabavam revistando o suspeito. Isso porque, conforme a PM, todas as vezes em que ligou 190, ele passou as próprias características físicas. Mas, como não constatavam nada de errado, os PM acabavam liberando o vigilante.

De acordo com os policiais da 3ª Companhia do 45º Batalhão, o detido aparenta ser uma pessoa instruída, sem nenhum tipo de problema mental. Ele foi encaminhado ao 8º Distrito Policial (Brás/Belém) e responderá em liberdade por falsa comunicação de crime. O delegado deve solicitar à PM as gravações das ligações de trotes para anexar ao inquérito que será aberto para investigar o caso.

A PM lembra que a falsa comunicação de crime é grave e prejudica as pessoas que realmente precisam de apoio policial.

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