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04/02/2010 - 18h38

Bolsa cai 4,73% e registra menor nível desde 4/11/2009

São Paulo - A quinta-feira teve um elenco de notícias ruins e o investidor não se fez de rogado: na sua reação habitual a dias assim, se desfez de ativos de risco à procura de outros mais 'fortes'. O resultado foi o tombo das Bolsas ao redor do globo, imputando à Bovespa perdas superiores a 4%. Numa só tacada, o índice Bovespa caiu dos 67 mil pontos recém reconquistados ontem para os 63 mil. Nenhuma ação do índice fechou em alta e o volume de negócios aumentou em relação aos últimos dias.

O Ibovespa terminou o dia em queda de 4,73%, a maior desde a perda de 4,75% de 28 de outubro do ano passado. Encerrou aos 63.934,01 pontos, menor nível desde 4 de novembro de 2009 (63.912,57 pontos) Na mínima do dia, registrou 63.750 pontos (-5,01%) e, na máxima, 67.100 pontos (-0,01%). No mês, passou a acumular perdas, de 2,24%, e, no ano, a queda atinge 6,79%. O volume negociado totalizou R$ 7,959 bilhões. Os dados são preliminares.

O azedume dos investidores tem origem na Europa, onde crescem os temores de que Grécia, Portugal e Espanha tenham problemas no financiamento de seus déficits orçamentários, apesar de a Comissão Europeia ter aprovado ontem o plano orçamentário da Grécia. Essas preocupações elevaram os custos de proteção contra um eventual não-pagamento (default) da dívida soberana desses países.

As autoridades monetárias da região, como a ministra das Finanças da Espanha, Elena Salgado, e o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, se revezaram em tentativas de tranquilizar os mercados, em vão, principalmente porque os Estados Unidos agravaram o sentimento negativo com alguns indicadores frágeis. As Bolsas europeias fecharam em forte baixa: Madri, o índice Ibex-35 caiu 5,94%; em Lisboa, o índice PSI-20 recuou 4,98%; em Londres, o índice FT-100 caiu 2,17%; em Paris, o índice CAC-40 recuou 2,75%; em Frankfurt, o índice Dax-30 perdeu 2,45%; em Milão, o índice FTSE-MIB recuou 3,45%.

Os números semanais de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos mostraram deterioração, já que, ao invés da diminuição de 10 mil, houve aumento de 8 mil no número. Também piores que as previsões, mas ainda positivos, foram os dados de produtividade da mão de obra, que exibiram avanço de 6,2%, levemente abaixo dos 7% previstos. Além disso, a Moody's fez advertência sobre o risco de o rating soberano dos Estados Unidos ficar sob pressão se medidas rigorosas não forem adotadas. Por volta das 19h30, o Dow Jones operava em baixa de 2,35%, o S&P, de -2,74%, e o Nasdaq, de -2,70%.

Hoje, nenhuma ação do Ibovespa fechou em alta. Vale ON perdeu 5,41% e vale PNA recuou 5,22%. Petrobras ON terminou em baixa de 4,81% e Petrobras PN, de 5,11%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em março caiu 4,98%, para US$ 73,14 o barril.

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