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04/02/2010 - 17h13

Dólar sobe 2,17% para R$ 1,883, maior alta desde 17/12

São Paulo - As preocupações com a dívida soberana da Grécia se estenderam hoje para a situação fiscal de nações de maior peso na zona do euro, como Espanha e Portugal, e levaram o dólar a uma segunda rodada de ganho frente a outras divisas, ainda que a situação fiscal nos Estados Unidos não seja confortável, na avaliação dos economistas.

No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial subiu 2,17% hoje e fechou cotado a R$ 1,883. Foi a maior variação porcentual em um dia desde 17 de dezembro do ano passado. A taxa máxima registrada hoje durante as negociações chegou bem perto de R$ 1,90, a R$ 1,897, enquanto a mínima foi de R$ 1,86. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 2,06% e fechou o pregão a R$ 1,883.

No segmento de câmbio turismo, o dólar subiu 3,13% hoje, cotado em média a R$ 1,98 na ponta de venda e R$ 1,873 para compra. O euro turismo ganhou 2% e fechou a R$ 2,757 (venda) e R$ 2,583 (compra). O euro comercial avançou 1,01% para R$ 2,592.

"As preocupações com a Europa contaminaram o mercado hoje de forma generalizada e a intensidade só foi aumentando", disse Ovídio Soares, operador de câmbio da Finabank. Segundo ele, na medida em que as apreensões cresciam, ativavam os movimentos de "stop loss" (ordens de prevenção de perdas) e o que se viu foi "uma bola de neve".

Em relação ao dólar, o euro chegou a bater a menor cotação desde 15 de junho de 2009, que foi de US$ 1,3748, já que nem mesmo as declarações do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, conseguiram dissipar as dúvidas sobre os riscos fiscais de algumas nações do bloco hoje cedo, quando o banco manteve a taxa de juros local em 1% ao ano.

Reflexo de que as apreensões contaminaram os países ibéricos, em Madri o índice de ações Ibex-35 caiu 5,94%. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 recuou 4,98%. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o índice Bovespa chegou a cair mais de 5%.

Nos Estados Unidos, enquanto os números da geração de empregos no setor privado, divulgados ontem pela ADP, deixaram os investidores entusiasmados com a possibilidade de que o mercado de trabalho mostre sinais de recuperação, hoje os números sobre pedidos de auxílio-desemprego dissiparam parte da empolgação. O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 8 mil, para 480 mil, após ajustes sazonais, na semana até 30 de janeiro, enquanto economistas esperavam queda de 10 mil pedidos. As Bolsas de Nova York também operavam por volta das 17 horas com perdas superiores a 2%.

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